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TPI decide manter ex-Presidente da Costa do Marfim detido durante o julgamento

Logótipo de O Jogo O Jogo 19/07/2017 Administrator

O Tribunal Penal Internacional (TPI) anulou hoje uma decisão para a libertação do antigo Presidente da Costa do Marfim Laurent Gbagbo e ordenou nova avaliação sobre se este deve permanecer detido durante o julgamento, por crimes contra a humanidade.

Laurent Gbagbo é o primeiro chefe de Estado a ser entregue ao TPI, e apelou da decisão do tribunal de o manter detido em Haia durante o julgamento por crimes contra a humanidade cometidos durante entre 2010 e 2011, quando se recusou a aceitar a derrota eleitoral.

"O coletivo de juízes de recurso decide anular a decisão contestada e ordena que seja realizado um novo exame para saber se Gbagbo deve continuar a estar detido ou se deve ser libertado com ou sem condições", disse o juiz Piotr Hofmanski.

O antigo presidente, agora com 72 anos, juntamente com Charles Ble Goude, ex-líder do Movimento dos Jovens Patriotas, são acusados de quatro crimes contra a humanidade (homicídios, violações, perseguições e atos desumanos), declarando-se inocentes.

Entre dezembro de 2010 e abril de 2011 o país esteve praticamente paralisado no seguimento das eleições presidenciais que deram a vitória a Alassane Ouattara, mas cujos resultados foram rejeitados por Gbagbo.

A violência que se instalou no país resultou em pelo menos 3 mil mortes em cinco meses, em ambos os campos.

O julgamento, cuja duração prevista aponta para três ou quatro anos, começou a 28 de janeiro do ano passado, cinco anos depois de os dois acusados terem sido entregues ao TPI.

Em março, a defesa de Gbagbo pediu novamente a sua libertação, lembrando que já estava detido há quase seis anos e que sofria de "doenças que tanto o afetam física como psicologicamente".

O ex-Presidente ficará detido até que o exame seja reconsiderado.

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