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TPI pede 2,7 ME de indemnizações a extremista islâmico do Mali

Logótipo de O Jogo O Jogo 17/08/2017 Administrator

O Tribunal Penal Internacional declarou hoje o extremista islâmico maliano Ahmad al Faqi al Mahdi responsável por danos superiores a 2,7 milhões de euros pela destruição de mausoléus em Timbuktu, no norte do Mali, em 2012.

O Tribunal Penal Internacional determinou também a atribuição de compensações às vítimas dos ataques levados a cabo por Ahmad al Faqi al Mahdi.

"O tribunal ordenou indemnizações individuais, coletivas e simbólicas, reconhecendo que a destruição de edifícios protegidos atingiu os interesses das populações do Mali e da 'comunidade internacional' estimando-se que Mahdi causou danos da ordem dos 2,7 milhões de euros", disse o juiz Raul Cano Pangalangan na leitura da acusação, hoje em Haia.

Mahdi já tinha sido condenado em setembro a nove anos de prisão por ter dirigido intencionalmente os ataques contra a porta da mesquita Sidi Yahia assim como nove mausoléus da cidade, património mundial da humanidade da UNESCO.

Mesmo assim, se o extremista for incapaz de pagar o montante determinado, o tribunal considera que a eventual situação de "indigência" do réu não deve dificultar nas obras de reconstrução e restauro em curso.

Pelo contrário, a ordem do TPI deve encorajar os fundos que foram criados e que constituem um instrumento independente que gere as contribuições voluntárias, públicas e privadas, destinadas à reconstrução de propriedades individuais e públicas.

Nascido em 1975, Mahdi era membro do grupo extremistas Ansar Dine que controlou o norte do Mali durante dez meses, em 2012.

A organização criminosa foi desalojada após a intervenção militar internacional comandada pela França em 2013.

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