Ao utilizar este serviço e o conteúdo relacionado, concorda com a utilização de cookies para análise, anúncios e conteúdos personalizados.
Está a utilizar uma versão de browser mais antiga. Utilize uma versão suportada para obter a melhor experiência possível com o MSN.

Três palestinianos mortos e 390 feridos em confrontos com forças israelitas

Logótipo de O Jogo O Jogo 21/07/2017 Administrator

Pelo menos três palestinianos foram mortos e 390 feridos após a tradicional oração de sexta-feira, durante confrontos em Jerusalém Oriental e na Cisjordânia ocupada entre manifestantes e forças policiais e militares israelitas.

As tensões têm vindo a aumentar desde há uma semana, após um ataque armado que vitimou dois polícias israelitas na cidade velha de Jerusalém. Os três atacantes, árabes israelitas, também foram mortos no local.

Israel disse que as armas dos atacantes estavam escondidas na Esplanada das Mesquitas e decidiu instalar detetores de metal nas entradas deste local, o terceiro lugar santo do Islão mas igualmente reverenciado pelos judeus com o Monte do templo.

Esta medida suscitou a cólera dos palestinianos.

Numa tentativa em evitar tumultos no decurso da oração semanal, habitualmente com a comparência de milhares de fiéis, a polícia israelita adotou medidas de exceção e proibiu os homens com menos de 50 anos de entrarem na cidade velha.

O Ministério da Saúde palestiniano confirmou o número de mortes, enquanto os serviços de primeiros socorros palestinianos, indicaram que 109 palestinianos foram feridos, incluindo 38 hospitalizados, em Jerusalém Oriental.

Na Cisjordânia, 282 palestinianos ficaram feridos, incluindo 98 por balas reais ou de borracha, segundo a mesma fonte.

Os confrontos, que se iniciaram em Jerusalém, propagaram-se de seguida à Cisjordânia ocupada onde, segundo o exército israelita, 3.000 palestinianos se juntaram em diversos locais e com os confrontos mais violentos a registarem-se em Qalandya, perto de Ramallah, e em Hebron, no sul do território palestiniano.

Nestas duas cidades, o exército respondeu ao lançamento de pedras com meios antimotim, indicou à agência noticiosa France-Presse (AFP) um porta-voz militar.

Em protesto contra os pórticos de segurança, os fiéis muçulmanos não rezam desde domingo na esplanada das Mesquitas, e têm cumprido as suas orações no exterior do complexo. Durante esta semana, os confrontos com a polícia foram constantes.

Israel controla o acesso à Esplanada das Mesquitas, que desde há décadas cristaliza as tensões israelo-palestinianas, mas a sua gestão está atribuída à Jordânia. Neste país vizinho, mais de 8.000 manifestantes desfilaram hoje em Amã para protestar contra as novas medidas israelitas.

AdChoices
AdChoices

Mais de O Jogo

image beaconimage beaconimage beacon