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Trabalhadoras despedidas do Centro Social de Miragaia, Porto, protestam por turnos

Logótipo de O Jogo O Jogo 01/09/2017 Administrator

As 25 trabalhadores despedidas na quinta-feira do Centro Social e Paroquial de Miragaia (CSPM), no Porto, na sequência do encerramento da instituição, permanecem ao longo do dia de hoje concentradas frente ao edifício em protesto pela sua situação.

As funcionárias dividiram-se por turnos, estando 13 desde as 08:30 na Rua Arménia, "em sinal de protesto" e para "salvaguarda dos bens que pertencem às credoras", afirmou à Lusa a representante das trabalhadoras Inês Familiar, chegando à tarde as restantes 12 que ficarão, até cerca das 17:30.

A fonte revelou que "duas das funcionárias despedidas, Patrícia Gomes e Susana Moreira, "não receberam na quinta-feira a carta de entrada de insolvência" que a Comissão Administrativa enviou com data de 30 de agosto, pelo que ambas se dirigiram ao escritório da advogada Antónia Beleza, representante da CA, onde "uma acesa troca de palavras ditou que fosse chamada a PSP".

Segundo Inês Familiar, a advogada admitiu que "possa ter havido um extravio", mas, de "cabeça quente", as duas funcionárias "exigiram igual tratamento" e, com as restantes colegas a acorrer ao local e os ânimos "muito exaltados", as cartas acabaram por "não ser entregues", o que abre um novo problema para quem já não recebeu o salário em agosto.

"É que se o processo no Centro de Emprego não for iniciado até 04 de setembro é mais um mês que elas ficarão sem receber", explicou Inês Familiar.

A decisão de encerramento do Centro Social da Paróquia de Miragaia, na União de Freguesias de Cedofeita, Santo Ildefonso, Sé, Miragaia, São Nicolau e Vitória, no Porto, foi anunciada em maio.

Esta Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS) foi fundada em 1961 e empregava 25 trabalhadores que prestavam serviço a cerca de 200 utentes em diversos domínios como creche, pré-escolar, ocupação de tempos livres, centro de dia e apoio domiciliário.

As respostas sociais foram transferidas para o Centro Social da Sé Catedral do Porto, que tomará conta do espaço, a partir de sexta-feira, num processo que não contemplou a transferência dos postos de trabalho.

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