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Trabalhadoras do Centro Social de Miragaia querem que Governo trave despedimentos

Logótipo de O Jogo O Jogo 19/07/2017 Administrator

As trabalhadoras do Centro Social e Paroquial de Miragaia (CSPM) pretendem que o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social tome uma posição sobre o processo de encerramento daquele espaço pela Diocese do Porto.

Em comunicado enviado à agência Lusa, as representantes das 25 trabalhadoras do CSPM, sito na freguesia do Centro Histórico do Porto, querem que o ministério "tome uma posição pública" sobre o processo espoletado pela Diocese do Porto, que tem como consequência "a eliminação de um serviço social de proximidade numa comunidade fragilizada e esquecida".

"Desde o dia 25 de maio, em que fomos confrontadas pela Comissão Administrativa mandatada pela Diocese do Porto, com o encerramento do CSP Miragaia, as trabalhadoras encetaram a luta pelo não encerramento desta instituição e pela manutenção dos seus postos de trabalho e continuação dos serviços sociais a Miragaia", destacam.

No mesmo documento, dão ainda conta "da oferta, pelo Bispo do Porto, do edifício onde funcionam atualmente as Respostas Sociais da Infância, para a implementação do projeto de Empreendedorismo Social" para o qual foram desafiadas pelo presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira.

Considerando a "posição do Bispo do Porto inexplicável e até absurda", argumentam que o edifício "carece de pré-requisitos ao nível das acessibilidades, por exemplo, de elevador e de um sistema automático de deteção de incêndios, indispensáveis para a obtenção da licença de utilização".

E enquanto aguardam "resposta do Bispo ao pedido de audiência feito no dia 11 de julho", as trabalhadoras deram conta de uma reunião com o candidato do PS à Câmara do Porto, Manuel Pizarro, da qual resultou "um plano de ação, onde foram apresentadas duas prioridades centrais".

"O respeito integral dos direitos das trabalhadoras" e a "manutenção de um serviço social de proximidade, na parte baixa da freguesia de Miragaia, mantendo as respostas sociais de apoio à infância, às famílias e seniores", ficaram como compromissos do candidato, revela o comunicado.

Dessa reunião ficou também a intenção de "encontrar uma entidade gestora de suporte institucional para este novo projeto", revelam as trabalhadoras.

Já no âmbito do desafio lançado pelo autarca do Porto, as trabalhadoras vão reunir-se na quinta-feira com a Diretora do Departamento Municipal do Desenvolvimento Social, Raquel Castello-Branco, para "avançar com a concretização do projeto de empreendedorismo social" para o qual foram desafiadas por Rui Moreira.

"É urgente que todas estas entidades e forças políticas concretizem as suas boas intenções e assegurem os postos de trabalho, os direitos laborais das trabalhadoras e dos serviços socias de proximidade à população", defendem.

A 05 de julho o presidente da Câmara do Porto desafiou as funcionárias a apresentarem um projeto de ação social que ocupará instalações da autarquia.

O Centro Social e Paroquial de Miragaia foi mandado encerrar pela Diocese do Porto a 31 de agosto devido a alegados problemas financeiros, argumentando as funcionárias que o mesmo de se deve "à pressão imobiliária" no centro histórico do Porto.

Esta Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS) foi fundada em 1961 e emprega, atualmente, 25 trabalhadoras que prestam serviço a cerca de 200 utentes em diversos domínios como creche, pré-escolar, ocupação de tempos livres, centro de dia e apoio domiciliário.

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