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Trabalhadores da manutenção querem direitos iguais na Metro do Porto

Logótipo de O Jogo O Jogo 27/07/2017 Administrator

Cerca de 30 trabalhadores das empresas responsáveis pela manutenção das infraestruturas (catenária, sinalização e via) da Metro do Porto, concentraram-se hoje junto às instalações da empresa, exigindo a sua integração nos quadros.

Em representação de empresas subcontratadas como a Via Porto, Manvia, Thalles e Sisint, os trabalhadores manifestaram-se contra o facto de "há 15 anos viverem sem poder projetar o futuro, dado os vínculos terem a duração das subcontratações", disse à Lusa Carlos Pereira, um dos trabalhadores.

"Estamos aqui a reivindicar a vinculação à Metro do Porto, pois desempenhamos um trabalho que é essencial para o funcionamento do metro e, mesmo assim, sempre com uma ligação precária, pois estamos sujeitos ao haver ou não uma nova concessão", acrescentou.

Com salários médios entre os "900 e 1.000 euros", os trabalhadores querem ser equiparados ao pessoal da operação - condutores, reguladores, chefes de linha e posto de comando - que têm vínculo ao projeto, reclamando que essa disparidade por parte da administração da Metro do Porto "os fez perder em média cinco mil euros por ano", revelou Carlos Pereira.

"O facto de não estarmos nas mesmas condições faz com que em qualquer altura possamos ser despedidos", alertou Álvaro Pinto, membro do Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Setor Ferroviários, para quem "é imperioso que, por uma questão de segurança e de fiabilidade, os trabalhadores estejam incluídos".

Com um novo concurso de exploração/concessão previsto para 2018 para um período de sete a 10 anos, os trabalhadores exigem não ficar de fora "do futuro caderno de encargos da concessão", lê-se na nota distribuída à comunicação social.

Arménio Carlos, secretário-geral da CGTP-IN juntou-se à manifestação e acusou a administração da empresa bem como os municípios acionistas de "responsabilidade" pelo que acontece há 15 anos e disse ser esta "uma boa oportunidade para a Metro do Porto assumir estes trabalhadores como seus".

"Trata-se de um empresa com capitais públicos e que tem de respeitar a lei", argumentou, afirmando "não se poder dizer que se é contra a precariedade e depois ter no setor empresarial do Estado empresas que de uma forma ou outra permite e estimula a banalização da precariedade".

Para o sindicalista, os concursos "não podem ser ganhos à custa dos direitos e regalias dos trabalhadores" nem "o trabalho pode ser o parente pobre da sociedade portuguesa", tratando-se de "trabalhadores com um peso enorme na segurança do metro".

No final da manifestação os trabalhadores entregaram uma moção a solicitar à administração disponibilidade para dialogar, com Arménio Carlos a admitir, caso o diálogo não surja, o "avançar para a greve".

Contactada pela agência Lusa, a Metro do Porto respondeu numa curta nota, afirmando que "regista as preocupações manifestadas", mas que "não tem conhecimento de que esteja a decorrer alguma situação anómala ou de irregularidade laboral".

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