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Trabalhadores da Somincor em greve de 03 a 07 de outubro

Logótipo de O Jogo O Jogo 19/09/2017 Administrator

Os trabalhadores da Somincor vão estar em greve de 03 a 07 de outubro pelo fim do regime de laboração contínua no fundo da mina, em Aljustrel, e pela progressão de carreiras, entre outras matérias, anunciou o sindicato.

Além desta greve, segundo o Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Mineira, os trabalhadores decidiram ainda que, "caso as repostas da administração continuem, a não ser favoráveis, realizarão mais cinco dias de greve no mês de novembro e outros cinco em dezembro, em datas a definir oportunamente".

Entre as reivindicações dos trabalhadores estão o fim do regime de laboração continua no fundo da mina, a humanização dos horários de trabalho, a antecipação da idade da reforma dos funcionários adstritos às lavandarias, a progressão nas carreiras e a revogação das alterações unilaterais na política de prémios.

A greve tinha sido admitida nos plenários de dias 05 e 06 de setembro e foi decidida na segunda-feira, num plenário geral de trabalhadores que se realizou na sede do sindicato, em Aljustrel.

Na reunião, os trabalhadores analisaram as respostas que a administração da Somincor (Sociedade Mineira de Neves-Corvo, do grupo multinacional canadiano Lundin Mining) apresentou ao sindicato numa reunião no passado dia 13, que envolvia assuntos como os horários de trabalho dos funcionários adstritos à mina, idade da reforma dos trabalhadores das lavandarias, progressão nas carreiras e política de prémios.

Segundo explica o sindicato numa nota enviada à imprensa, no plenário os trabalhadores concluíram que "os horários atualmente praticados (laboração continua) compreendem cinco dias de trabalho e apenas um de descanso, a cada 17 dias de trabalho seguem-se apenas três dias de descanso", o que representa ""uma total desumanidade na organização do tempo de trabalho".

Considera o sindicato que estes horários dificultam "a conciliação da atividade profissional com a vida pessoal dos trabalhadores".

"A proposta da administração contempla um horário diário de 10 horas e 42 minutos no fundo da mina, onde os trabalhadores estão sujeitos a uma atividade extremamente penosa, sendo que, alguns trabalham a mais de mil metros de profundidade e em condições de ainda maior penosidade", lembra a estrutura sindical.

Sobre os trabalhadores das lavandarias, o sindicato recorda que "trabalham em regime de laboração continua (a maioria há décadas), estão sujeitos também a uma atividade de elevada penosidade" e que "têm direitos inferiores aos trabalhadores do fundo da mina".

O sindicato diz ainda que "a pressão e repressão exercidas sobre os trabalhadores são factos graves e têm vindo a intensificar-se" e que, de uma maneira geral, os trabalhadores da Somincor "recebem hoje menos do que recebiam há 10 anos, se tivermos em conta o congelamento das progressões na carreira e a redução drástica dos montantes dos prémios".

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