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Trabalhadores de Centro Social em Gondomar protestam contra ameaça de despedimento

Logótipo de O Jogo O Jogo 15/09/2017 Administrator

Gondomar, Porto 14 set (Lusa) - Os 11 funcionários do Centro Social e Cultural da Paróquia de Valbom, em Gondomar, ameaçados de despedimento coletivo vão concentrar-se no sábado à tarde, em frente às instalações, em protesto por um processo que se arrasta desde junho.

Num comunicado enviado à agência Lusa pelo sindicato dos funcionários em funções públicas do Norte, este acusa a direção do centro de "coação" quando promoveu uma "reunião ilegal" em nome de uma alegada "viabilidade da instituição", em troca da "assinatura de uma norma".

Apontando o dedo ao presidente da direção, o pároco de Valbom Marcos Faria, o sindicato precisou que a reunião ocorreu a 12 de setembro de 2017, momento em que foi anunciado aos trabalhadores o Plano Especial de Revitalização (PER) e a "necessidade de todos o aprovarem".

Na Instituição Particular de Solidariedade Social trabalham 61 funcionários que em junho foram informados de um défice acumulado de 300 mil euros, tendo a direção decidido avançar com o despedimento por mútuo acordo com 11 deles, o que ainda não se verificou.

Segundo o comunicado, a direção do centro apresentou no Juízo de Comércio de Santo Tirso um PER que "não significa mais do que solicitar o perdão das dívidas acumuladas com os trabalhadores", sendo que "pretendem seja de 60% dos créditos, tentando evitar desta forma pagar os créditos dos trabalhadores que dizem respeito a direitos indisponíveis".

Considerando que o "frenesim" desencadeado pela direção da instituição "visa a insolvência", acusam-na ainda da "transferência de bens (móveis e imóveis) entre o centro social e a Comissão Fabriqueira" daquela paróquia, ambas sob a "tutela do padre Marcos Faria" e ambas na "qualidade de empregadoras dos trabalhadores mais antigos".

Segundo o sindicato, os bens "são transferidos para a Comissão Fabriqueira", seguindo em sentido oposto, para o centro, os "contratos e dívidas", citando casos de trabalhadores que "no momento da sua admissão ao trabalho, o foram pela Comissão Fabriqueira".

Perante isto, o sindicato admite como "expectável" que um caso "tão grave de confusão de patrimónios, direitos e obrigações, seja denunciado ao Ministério Público", no âmbito do processo de PER, pelo "Administrador Judicial Provisório, Rui Manuel Pereira de Almeida".

A Lusa tentou ouvir o padre Marcos Faria mas, até esta hora, este não se mostrou disponível.

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