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Trabalhadores em greve queimam canavial em açucareira da província da Maputo

Logótipo de O Jogo O Jogo 11/08/2017 Administrator

Trabalhadores em greve queimaram 44,8 hectares de um canavial da açucareira da Maragra, a 70 quilómetros de Maputo, escreve hoje o jornal Notícias, principal diário moçambicano.

Os trabalhadores agrícolas da açucareira da Maragra estão em greve desde terça-feira, reivindicando um aumento salarial face aos 3.360 meticais (47 euros) que auferem atualmente.

Segundo o Notícias, além do incêndio, houve confrontos em que os trabalhadores do setor agrícola da açucareira agrediram um polícia e feriram gravemente um agente de uma empresa de segurança privada.

Parte das infraestruturas da fábrica e o carro do diretor fabril da Maragra foram vandalizados.

Em comunicado, o Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Indústria de Açúcar (SINTIA) repudiou o comportamento dos trabalhadores e prometeu continuar empenhado na busca de uma solução negocial para o diferendo.

"A greve não deve ser pretexto para a violência e destruição do património da empresa. Repudiamos este tipo de atitude, que dificulta a busca de soluções", disse Alexandre Munguambe, secretário-geral da SINTIA citado na nota de imprensa.

A greve dos trabalhadores do ramo agrícola da açucareira da Maragra segue-se a uma paralisação de seis dias que vinha sendo observada pelos trabalhadores do setor fabril, que exigem um aumento salarial 70% face aos 4.040 meticais (56,6 euros) que auferem atualmente.

Os trabalhadores exigem igualmente o fim das disparidades entre os salários pagos aos moçambicanos e os auferidos pelos sul-africanos.

A açucareira da Maragra é detida por um grupo empresarial da África do Sul.

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