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Treinador do FC Porto não vê necessidade de “dar murros na mesa”

Logótipo de LusaLusa 02/12/2016 Jose Pedro Gomes
Liselotte Sabroe/SCANPIX DENMARK © EPA / Liselotte Sabroe Liselotte Sabroe/SCANPIX DENMARK

Porto, 02 dez (Lusa) - O treinador do FC Porto, Nuno Espírito Santo, garantiu hoje que não sente necessidade de mudar a sua linha de comunicação e "de ter de dar murros na mesa".

Na antevisão à partida de sábado, frente ao Sporting de Braga, da 12.ª jornada da I Liga portuguesa de futebol, Nuno Espírito Santo abordou o momento da equipa, que soma cinco jogos consecutivos sem vencer.

"Não sou alguém de ter discursos diferenciados consoante as circunstâncias, a minha mensagem é única e coerente. Acredito fielmente na comunicação, acho que os jogadores ouvem o que dizemos", afirmou o treinador.

O técnico dos ‘azuis e brancos’ considerou, por isso, que "não há necessidade absolutamente nenhuma de mudar linha de comunicação e de ter de dar murros na mesa".

"A comunicação faz-se entre duas partes, quem fala e quem ouve, e sinto que a mensagem para os jogadores tem sido clara e coerente", completou.

Nesta conferência de imprensa, Nuno Espírito Santo voltou a utilizar um quadro para sustentar as suas ideias e demonstrar o a forma como está a trabalhar com o plantel.

"Estamos na maior parte do tempo no meio-campo adversário, e construímos uma equipa capaz de jogar em 60 metros, não há um sistema, mas sim uma ideia de jogo, e na maioria das partidas conseguimos isso", descreveu Nuno Espírito Santo, enquanto ia desenhando no quadro.

O treinador do FC Porto sublinhou que "os resultados não identificam as exibições da equipa". "Em todos os empates nunca tivemos o risco de perder, tivemos sempre mais risco de ganhar", sustentou.

"A nossa ideia de jogo está crescer. Temos de consolidar os zero golos sofridos, potenciar as oportunidades com mais eficácia e sermos capaz de concretizar e materializar em golo o que produzimos", sublinhou.

Questionado sobre quais as estratégias que tem usado para minimizar a falta de eficácia patenteada nos quatro empates consecutivos sem golos, o treinador apontou o trabalho psicológico e também de treino.

"Temos tentado controlar a ansiedade que os jogadores mais jovens possam sentir, para chegarem ao campo e estarem confiantes. No processo de treino, estamos a potenciar exercícios que nos façam ter mais oportunidades", afirmou.

Ainda assim, o técnico dos ‘dragões’ vincou que "não se pode descurar tudo em prol da eficácia", lembrando que é preciso continuar "a treinar movimentações".

"Muitos dos nossos adversários estão mais concentrados em travar o jogo do FC Porto do que potenciar seu, o que nos faz deparar com linhas de seis defesas", desabafou.

No entanto, para o jogo deste sábado, com o Sporting de Braga, treinador dos ‘azuis e brancos’ espera um jogo mais aberto, reconhecendo a qualidade do adversário.

"Será um jogo difícil, o Braga vem de um grande resultado e merece todo o nosso respeito. Conhecemos bem o adversário conhecemos a qualidade, mas queremos potenciar o nosso jogo, e vamos plenamente convencidos que queremos ganhar", vincou Nuno Espírito Santo.

O treinador abordou ainda a questão do período de transferências de inverno, não admitindo, por enquanto, a necessidade de reforçar o plantel.

"Em relação ao ‘mercado’ não há decisões, porque nós, enquanto equipa técnica, não abandonamos nenhum jogador. Todos são importantes e sabem que a qualquer momento podem ser opção", assumiu.

O FC Porto, quarto classificado com 22 pontos, recebe no sábado o Sporting de Braga, terceiro, com 23, em partida agendada para as 20:30 com arbitragem de Carlos Xistra, da Associação de Futebol, de Castelo Branco.

JPYG/JYA // PA

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