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Tres dezenas de detidos e uma esquadra suspensa após violação de menor no Paquistão

Logótipo de O Jogo O Jogo 27/07/2017 Administrator

As autoridades paquistanesas detiveram 28 pessoas e suspenderam todos os agentes de uma esquadra de polícia por inação após a violação de uma menor ordenada por um conselho tribal após outro abuso sexual supostamente cometido por um irmão dela.

"É uma infelicidade para a humanidade. Os acusados não vão poder escapar ao castigo", afirmou, em conferência de imprensa, Shehbaz Sharif, chefe do governo da província do Punjab (este do Paquistão), onde ocorreu a violação.

Sharif viajou hoje para Multan, onde se reuniu com a família da menor de 16 anos, a quem garantiu que os 28 detidos pelo caso enfrentarão a Justiça.

Os factos ocorreram em meados deste mês nos arredores da cidade oriental de Multan, quando um conselho tribal decidiu que, para castigar a violação de uma criança de 12 anos, os familiares desta poderiam abusar sexualmente da irmã de um dos supostos violadores.

A denúncia da "violação por vingança" foi apresentada no passado dia 20 de julho, mas os agentes da esquadra onde a mesma foi feita não tomaram quaisquer medidas.

Os familiares das duas jovens violadas apresentaram então denúncias ao Centro de Violência da Mulher da cidade e esta quarta-feira foram detidas 28 pessoas.

"Se a denúncia foi feita no dia 20 de julho, porque é que não foram os acusados detidos no mesmo dia?", perguntou Sharif, que hoje suspendeu todos os agentes da esquadra em causa por negligência.

Em paralelo, o Supremo Tribunal paquistanês decidiu hoje dar andamento ao processo e pediu ao Procurador-Geral do Punjab a investigação do caso.

Os conselhos tribais são formados por anciãos de uma localidade e atuam para solucionar disputas em zonas rurais do sul da Ásia.

Nesta zona do mundo é habitual a entrega de mulheres, frequentemente crianças, ou a ordem de castigos contra elas para resolver disputas familiares ou como compensação por delitos cometidos por homens, uma prática conhecida por "vani".

Num dos casos mais conhecidos, treze menores de entre quatro e 16 anos de um mesmo clã foram entregues para casar com homens de outra família no centro do país e assim resolver uma disputa entre as duas tribos por um homicídio em 2012.

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