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Tribunal do Quénia ouve últimos argumentos para adiar repetição das eleições presidenciais

Logótipo de O Jogo O Jogo 24/10/2017 Administrator

O Supremo Tribunal do Quénia deverá ouvir, à última hora, argumentos para que a repetição da eleição presidencial, marcada para quinta-feira, seja adiada porque não pode ser garantido um voto livre e justo.

O tribunal, cuja decisão surpreendente de anular as eleições de 08 de agosto devido a irregularidades levou à convocação de novas eleições para esta semana, anunciou que se irá reunir na quarta-feira de manhã para ouvir autores de requerimentos que defendem que a comissão eleitoral do Quénia está mergulhada numa confusão e suscetível de interferência política.

Um grande número de eleitores ficaria desprotegido, já que o líder da oposição, Raila Odinga, que se retirou das novas eleições depois de contestar o primeiro ato eleitoral no tribunal, quer que os seus apoiantes boicotem o voto, enquanto pretende reformas eleitorais, alega o requerimento.

O tribunal realizará a audição, apesar de o ministro do Interior ter declarado quarta e quinta-feira como feriados.

Hoje, a polícia disparou gás lacrimogéneo e tiros de aviso para dispersar pequenos grupos de manifestantes da oposição na baixa da capital, Nairobi.

Os confrontos ocorreram no meio do trânsito e obrigaram pessoas que trabalhavam na zona e transeuntes a fugir das nuvens de gás.

Segundo ativistas dos direitos humanos, a polícia queniana já matou 67 pessoas desde que foram anunciados os resultados das eleições de agosto.

O Presidente do Quénia, Uhuru Kenyatta, declarado vencedor das eleições de agosto, quer seguir em frente com o ato eleitoral dentro de dois dias, apesar de preocupações com a sua credibilidade.

A decisão judicial, que mereceu duras críticas de Kenyatta, representou a primeira vez que um tribunal africano anulou uma eleição, e suscitou elogios globais como uma afirmação da independência judicial.

Mas também causou preocupação entre quenianos, que temeram que pudesse conduzir a um prolongado período de instabilidade política no país, a maior economia no leste de África, onde já se viveram períodos de violência após atos eleitorais.

O responsável da comissão eleitoral, Wafula Chebukati, disse que não consegue garantir uma eleição credível. Um membro da comissão demitiu-se, argumentando que eleições livres e justas não são possíveis, e fugiu para os Estados Unidos por recear pela sua segurança.

É importante que o tribunal prevista uma possível crise constitucional, "garantindo que novas eleições presidenciais sejam realizadas em estreita conformidade com a Constituição e as leis do Quénia", diz o requerimento.

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