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Tribunal marroquino adia novamente processo de 21 dirigentes da oposição no Rif

Logótipo de O Jogo O Jogo 17/10/2017 Administrator

O tribunal de Casablanca adiou hoje, pela terceira vez, o julgamento de 21 dirigentes do movimento de oposição Hirak al Chaabi, no Rif (Norte de Marrocos), acusados de "atentado contra a segurança interna do Estado".

Entre os acusados que estiveram hoje em tribunal, uma instância de recurso em Casablanca, contaram-se algumas das principais figuras do movimento, como Nabil Ahemjik e Mohamed El Asrihi, ou o jornalista Hamid El Mahdaoui, que dirige o Badil, um portal de informação na Internet.

A sessão já tinha sido adiada em setembro e em princípios do mês de outubro. Hoje, segundo testemunhou um jornalista da agência France Presse, um dos acusados desmaiou na sala de audiências e foi levado de ambulância.

Doze dos 21 acusados estão em greve de fome há quase um mês, pelo que o seu estado de saúde está a gerar grande preocupação entre as associações de defesa dos direitos humanos, que têm apelado à sua libertação.

O tribunal acabou por adiar a sessão para 24 de outubro.

"Este processo está a demorar muito tempo e vai criar uma situação de tensão, de desconforto (...) Não precisamos disso", declarou um dos advogados da defesa, Mohammed Ziane, apelando também a uma intervenção do rei Mohammed VI "para resolver a crise".

Os 21 acusados do Hirak - nome pelo qual se conhece localmente o movimento de contestação do Rif - têm, na maioria dos casos, cerca de 20 anos. Foram detidos entre maio e junho em Al-Hoceima e transferidos para a prisão de Oukacha, em Casablanca.

O protesto social no Rif começou em outubro de 2016, na sequência da morte de um vendedor de peixe, esmagado dentro de um camião do lixo quando se opunha à apreensão do pescado por parte das autoridades marroquinas. A sua morte foi a faísca que motivou manifestações constantes e cada vez mais organizadas e participadas.

O Hirak começou por contestar a falta de apoios e investimento do governo central no Rif, uma região de maioria berbere que é das mais pobres e desiguais de Marrocos.

A resposta das autoridades marroquinas foi a mobilização de polícias e militares para a região do Rif, especialmente para a capital provincial, Al-Hoceima, tendo detido posteriormente centenas dos dirigentes da oposição. Atualmente encontram-se detidas cerca de 340 pessoas (em Al-Hoceima e Casablanca).

Após as detenções, o Hirak passou a organizar manifestações também pela libertação dos seus dirigentes e simpatizantes.

O líder do Hirak, Nasser Zefzafi, de 39 anos, continua detido, sem data prevista para o começo do seu julgamento. Mais de uma centena estão em liberdade, mas perseguidos pelas autoridades.

Os 21 acusados do Hirak respondem em tribunal por "atentado contra a segurança interna do Estado", "tentativa de sabotagem, homicídio e pilhagem" ou " conspiração contra a segurança do Estado". Arriscam penas até 20 anos de prisão.

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