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Tripoli pediu a Itália que envie navios para controlar migrantes em águas líbias

Logótipo de O Jogo O Jogo 26/07/2017 Administrator

O chefe do governo italiano, Paolo Gentiloni, declarou hoje que o seu homólogo líbio, Fayez al-Sarraj, pediu a ajuda de navios italianos em águas territoriais líbias para lutar contra o tráfico de seres humanos.

Gentiloni disse que Sarraj lhe enviou uma carta "a pedir ao governo italiano um apoio técnico com unidades navais na luta comum em águas líbias contra os traficantes de seres humanos".

O primeiro-ministro italiano falava em Roma, à saída de um encontro com o chefe do Governo de Acordo Nacional (GNA) líbio, reconhecido pela comunidade internacional, mas que tem tido dificuldade para afirmar a sua autoridade fora da capital, Tripoli.

Este pedido das autoridades de Tripoli "está a ser avaliado pelo ministério da Defesa e as opções serão examinadas com as autoridades líbias e com o parlamento italiano", realçou Gentiloni.

Um acordo entre as autoridades de Tripoli e o governo italiano que permita a intervenção de unidades navais italianas em águas territoriais líbias poderá ter impacto na redução do fluxo de migrantes na rota do Mediterrâneo central (que sai da Líbia rumo a Itália).

"Temos de fazer ainda mais para que os nossos guardas-costeiros estejam em condições de combater a imigração clandestina", declarou, por seu lado, Fayez al-Sarraj.

De acordo com os mais recentes números da Organização Internacional para as Migrações (OIM), 111.514 migrantes e refugiados chegaram à Europa por mar desde o início do ano, dos quais cerca de 93.500 a Itália.

Ainda assim, a OIM indica que este número representa um decréscimo superior a 55% face ao ano anterior.

Mais de 2.360 pessoas morreram nesta travessia.

Na terça-feira, a União Europeia comprometeu-se a aumentar a ajuda à Itália para fazer frente à chegada de migrantes às suas costas.

Numa carta dirigida a Gentiloni, o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, prometeu mais 100 milhões de euros para este objetivo, a juntar aos mais de 800 milhões já orçamentados.

O encontro entre Gentiloni e Sarraj ocorre um dia depois de uma reunião do chefe de governo líbio com o seu principal rival, o general Khalifa Haftar, que controla o Leste do país.

Os líderes líbios assinaram uma declaração de dez pontos que prevê, entre outras medidas, um cessar-fogo e a realização de eleições na próxima primavera.

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