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Trump defende filho que diz ser 'um jovem homem maravilhoso'

Logótipo de O Jogo O Jogo 13/07/2017 Administrator

O Presidente dos EUA defendeu hoje, em Paris, o seu filho, Donald Trump Jr., "um jovem homem maravilhoso", posto em causa por se ter reunido com uma advogada russa alegadamente portadora de informações comprometedoras sobre Hillary Clinton.

Este encontro ocorreu durante a campanha eleitoral para a Presidência norte-americana, em que Clinton era a candidata democrata e opositora do republicano Trump.

"Quanto ao que respeita ao meu filho, é um jovem homem maravilhoso. Teve um encontro com uma advogada russa. Não uma advogada do governo (russo), mas uma advogada russa. Foi uma reunião breve", assegurou.

Trump fez estas declarações durante uma conferência de imprensa conjunta com o Presidente francês, Emmanuel Macron, em Paris.

"De um ponto de vista prático, penso que a maior parte das pessoas teria aceitado esta reunião", acrescentou.

O filho mais velho de Trump divulgou na terça-feira, na rede social Twitter, as mensagens de correio eletrónico que trocou com Rob Goldstone, promotor musical, para combinar um encontro com a advogada russa Natalia Veselnitskaya, em junho de 2016, durante a campanha presidencial.

Os e-mails mostram que foi dito a Trump Jr. que o governo russo tinha informações que podiam "incriminar" a candidata do Partido Democrata, relativamente aos seus contactos com a Rússia.

Nos e-mails, transcritos pelo jornal New York Times, Goldstone diz a Trump Jr. que "o procurador da Rússia" se ofereceu para "fornecer à campanha de Trump documentos oficiais e informações que incriminam Hillary [Clinton] e as suas relações com a Rússia e que seriam muito úteis ao seu pai".

Goldstone acrescenta: "Esta é obviamente informação de muito alto nível e sensível, mas é parte do apoio da Rússia e do seu governo ao senhor Trump".

"Se é isso que diz, adoro", respondeu Trump Jr.

O senador democrata Tim Kaine, que era o candidato à vice-presidência disse na terça-feira que a investigação à eventual interferência russa nas eleições presidenciais de 2016 está a "ir além" de possível obstrução à Justiça e pode chegar a algo que "potencialmente é traição".

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