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Turquia avisa curdos do Iraque contra Estados independentes "artificiais"

Logótipo de O Jogo O Jogo 18/09/2017 Administrator

O primeiro-ministro da Turquia preveniu hoje os curdos do Iraque contra as tentativas de criar Estados independentes "artificiais" que poderão ameaçar a sua segurança.

O primeiro-ministro Binali Yildirim emitiu este aviso na província de Sanliurfa, perto da fronteira com a Síria, uma semana antes de a região semiautónoma do Curdistão iraquiano ser convocada para um referendo sobre a independência.

"Ninguém deve promover planos para um facto consumado nas nossas fronteiras sul... Não deixaremos de tomar as medidas necessárias", garantiu Yildirim.

Previamente, os responsáveis militares referiram o início de manobras militares, que não foram anunciadas antecipadamente, perto da sua fronteira com o Iraque.

Cerca de 100 veículos militares, sobretudo tanques, foram mobilizados para estes exercícios que decorrem numa região perto do posto fronteiriço de Habur, de acordo com a agência noticiosa privada Dogan.

O Supremo Tribunal do Iraque também ordenou hoje a suspensão do referendo sobre a independência do Curdistão iraquiano, previsto para 25 de setembro, até que a constitucionalidade da consulta seja verificada.

O governo autónomo do Curdistão decidiu em junho realizar um referendo consultivo sobre a independência a 25 de setembro, mas o Governo central iraquiano rejeita a possibilidade, considerando que uma tal consulta é inconstitucional.

O governo autónomo curdo alega "não ter alternativa" para proteger os direitos dos curdos.

A votação realiza-se nas três províncias autónomas que constituem o Curdistão iraquiano -- Dahuk, Irbil e Sulaimaniya -- e em zonas que não integram a administração autónoma como Makhmour, Khanaqin, Sinjar e cidade petrolífera de Kirkuk.

Os curdos do Iraque, que representam 15% a 20% de uma população de 37 milhões, têm enfrentado décadas de repressão pelo Governo de Bagdad e só adquiriram uma autonomia após a primeira Guerra do Golfo, em 1991.

Além do Iraque, a Turquia e o Irão, que contam importantes comunidades curdas nos seus territórios, manifestaram oposição à realização do referendo sobre a independência.

A ONU, os Estados Unidos, a Alemanha, a França e o Reino Unido também pediram a anulação ou adiamento do referendo.

PCR (MDR)

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