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Turquia faz "ultimo apelo" aos curdos iraquianos: "Não façam o referendo"

Logótipo de O Jogo O Jogo 23/09/2017 Administrator

O Governo turco fez na sexta-feira um "último apelo" às autoridades do Curdistão iraquiano para que anulem o referendo sobre a independência, que Ancara julga "ilegítimo", afirmando que estuda "todas as opções" se a consulta se realizar.

Depois de uma reunião, presidida pelo chefe de Estado, Recep Tayyip Erdogan, o Conselho de Segurança Nacional turco, cuja sigla é MGK, exortou o governo curdo iraquiano "a renunciar a esta decisão enquanto ainda é tempo".

O referendo sobre a independência do Curdistão, previsto para segunda-feira, é "ilegítimo e inaceitável", tinha declarado o MGK, em comunicado.

Mais tarde, durante a noite de sexta-feira para sábado, depois de um conselho de ministros que se seguiu à reunião do MGK, o porta-voz do governo turco, Bekir Bozdag, afirmou que o voto ameaçava "diretamente a segurança nacional da Turquia".

Durante a reunião do governo, "colocaram-se todas as opções sobre a mesa e foram estudadas uma a uma", acrescentou Bozdag, em mais detalhes.

"Nós, a Turquia, dirigimos um último apelo ao governo regional curdo do Iraque: demonstrem bom senso e anulem o referendo", afirmou o porta-voz governamental, durante uma conferência de imprensa em Ancara.

Os dirigentes turcos têm multiplicado nos últimos dias os avisos ao dirigente curdo iraquiano Massoud Barzani, que tem até agora insistido na intenção de realizar o referendo na segunda-feira, apesar dos apelos internacionais a anular ou adiar a consulta.

"A Turquia não quer que o referendo seja adiado (...), É preciso que seja anulado de forma irrevogável", insistiu Bozdag.

A Turquia, que conta com uma população de pelo menos 15 milhões de curdos, vê mal a criação de um Estado curdo nas suas fronteiras, com receio de que a emergência de uma tal entidade galvanize os separatistas do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK, na sigla em Turco), que tem promovido uma rebelião no sudeste do país, a qual motiva confrontos sangrentos com os militares turcos.

O parlamento turco deve reunir-se hoje para examinar um pedido do governo, que quer prolongar por mais um ano a autorização aos militares para agirem na Síria e no Iraque, que acaba em 30 de outubro.

A oposição da Turquia à independência do Curdistão é suscetível de comprometer a viabilidade do futuro Estado, uma vez que o Curdistão iraquiano obtém as suas principais receitas das exportações de petróleo, que se faz através de um oleoduto que desemboca no porto turco de Ceyhan.

Durante um discurso na Organização das Nações Unidas, na terça-feira, Erdogan preveniu as autoridades curdas: "Ignorar a posição clara das Turquia sobre este assunto pode conduzir a um processo que privaria o governo regional do Curdistão iraquiano das oportunidades de que beneficia atualmente".

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