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UE afirma que acordo entre Fatah e Hamas pode ser um "passo importante"

Logótipo de O Jogo O Jogo 13/10/2017 Administrator

A União Europeia (UE) afirmou hoje que o acordo de reconciliação assinado entre os movimentos Fatah e Hamas pode ser um "passo importante" para uma possível solução de "dois Estados" e, consequentemente, para a resolução do conflito israelo-palestiniano.

Os movimentos Fatah, secular e moderado e ao qual pertence o presidente da Autoridade Nacional Palestiniana (ANP), Mahmud Abbas, e Hamas, radical islâmico, assinaram na quinta-feira um acordo de reconciliação no Cairo, que acaba com quase 10 anos de desentendimentos.

Os representantes dos dois movimentos afirmaram na capital egípcia que o primeiro passo deste acordo será reforçar o governo da ANP, que até agora só exercia o poder na Cisjordânia, enquanto o enclave da Faixa de Gaza era dirigido pelo Hamas.

"O acordo firmado entre a Fatah e o Hamas no Cairo a 12 de outubro pode tornar-se num passo importante para o regresso completo da Autoridade Palestiniana a Gaza e para alcançar um progresso genuíno para a reconciliação intra-palestiniana", assinalou o serviço europeu de ação externa, num comunicado.

A diplomacia comunitária - liderada pela Alta-Representante da UE para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, a italiana Federica Mogherini - revalidou também "o total apoio aos esforços para reunificar Gaza e a Cisjordânia ao abrigo de uma única e legítima Autoridade Palestiniana".

"Isto é fundamental para alcançar uma solução negociada de dois Estados e para acabar com o conflito" entre Israel e a Palestina, frisou a mesma nota informativa.

A UE precisou que vai analisar "com atenção" o acordo assinado na quinta-feira e saudou "o contínuo compromisso do Egito" para a concretização de tal objetivo.

"É essencial que o acordo seja concretizado no terreno e que a situação do povo de Gaza registe melhoras com um caráter de urgência", concluiu o comunicado da diplomacia comunitária.

Segundo o Governo egípcio, o acordo prevê que a Autoridade Palestiniana terá o controlo total da Faixa de Gaza até 01 de dezembro, tendo um alto responsável envolvido nas negociações indicado que 3.000 polícias da Autoridade Palestiniana vão ser destacados para o enclave e para as suas fronteiras com Israel e com o Egito.

A Fatah anunciou que Mahmud Abbas se deslocará nas próximas semanas a Gaza, pela primeira vez em 10 anos.

Em reação ao acordo, o Governo israelita exigiu que qualquer governo de unidade palestiniano resultante da reconciliação dos movimentos rivais reconheça Israel e desarme o Hamas.

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