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UE apela a diálogo e integridade territorial iraquiana após referendo curdo

Logótipo de O Jogo O Jogo 26/09/2017 Administrator

A União Europeia (UE) apelou hoje a um diálogo "pacífico e construtivo" após o referendo de segunda-feira sobre a independência do Curdistão iraquiano, realçando o seu apoio à integridade territorial do Iraque.

"A UE apela a todas as partes para que pratiquem a calma e contenção de modo a renovarem o compromisso de resolverem todas as questões pendentes no espetro político e económico através de um diálogo pacífico e construtivo que permita o encontrar de uma solução no quadro da Constituição iraquiana", salientou um porta-voz da UE.

Em comunicado, o porta-voz reitera que a UE "apoia totalmente a unidade, soberania e integridade territorial do Iraque, salientando lamentar que o paleo para o cancelamento do referendo tenha sido ignorado.

Para Bruxelas, um Iraque unido "é essencial para fazer face à ameaça do Daesh" (acrónimo da organização terrorista Estado Islâmico).

A realização de um referendo sobre a independência promovida pelas autoridades do Curdistão iraquiano -- região com uma vasta autonomia -- foi criticada por Bagdad e pelos países da região, exceto Israel, alguns dos quais prometeram represálias.

O Presidente curdo, Massud Barzani, indicou que uma vitória do "sim" não será seguida imediatamente de uma declaração de independência, mas marcará o início de "discussões sérias" com o poder central.

O parlamento iraquiano já votou uma resolução exigindo o envio do exército para as zonas disputadas sob controlo das forças curdas.

Pelo menos 5,3 milhões de curdos foram chamados, na segunda-feira, às urnas, tendo Barzani declarando que não tinha outra alternativa, além do referendo, para garantir a salvaguarda dos direitos dos curdos do Iraque, que representam cerca de 20% de uma população de 37 milhões e que têm enfrentado décadas de repressão.

A região do Curdistão só adquiriu o estatuto de autonomia 'de facto' após a primeira Guerra do Golfo, em 1991, e a oficial após a segunda Guerra do Golfo, em 2003.

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