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Um ano de Infantino na FIFA para revolucionar o polémico 'status' de Blatter

Logótipo de O Jogo O Jogo 25/02/2017 Hugo M. Monteiro

Gianni Infantino chegou à presidência da FIFA no dia 28 de fevereiro de 2016.

O alargamento do Mundial de futebol de 32 para 48 seleções, a partir de 2026, que tem forte oposição dos clubes europeus, foi uma das 'medidas bandeira' no primeiro ano do presidente da FIFA, Gianni Infantino.

O antigo secretário-geral da UEFA foi eleito a 26 de fevereiro de 2016, encerrando o polémico 'reinado' de Joseph Blatter, que, após 17 anos no cargo, deixou a liderança na sequência de um escândalo de corrupção, acabando mesmo por ser suspenso por seis anos de toda a atividade ligada ao futebol.

No ato eleitoral de Zurique, Suíça, Infantino recebeu, na segunda volta, 114 votos, ficando à frente do xeque Salman bin Ebrahim al-Khalifa (88) e do príncipe jordano Ali bin al Hussein (quatro), enquanto o francês Jérôme Champagne não recolheu qualquer voto.

O jurista, que era conhecido do grande público por presidir, ano após ano, aos sorteios das competições europeias, saiu definitivamente da 'sombra' de Michel Platini, também suspenso, e prometeu, no ato de tomada de posse, um mandato 'revolucionário'.

No topo das prioridades estavam "restaurar a imagem e o respeito" pela FIFA e apagar os "momentos tristes e de crise" que assolaram o organismo.

Poucos dias depois, a 5 de março, o International Board (IFAB), entidade que regula as leis no futebol, aprovou, a título experimental, o recurso às imagens vídeo nas arbitragens dos jogos, uma decisão que Infantino qualificou de "uma decisão verdadeiramente histórica para o futebol".

O Conselho da IFAB irá agora avaliar a 3 de março, em Londres, o recurso ao vídeo-árbitro (VAR), que se encontra em fase experimental.

Os testes já feitos com árbitros assistentes de vídeo (VAR) são um dos principais itens da agenda da próxima assembleia, bem como as previsões de utilização da tecnologia durante o ano em cerca de 20 competições em todo o mundo.

Na sequência das polémicas em torno da atribuição da organização dos Mundiais de 2018, à Rússia, e de 2022, ao Qatar, o presidente da FIFA prometeu " fazer todos os possíveis para que se evite pensar o porquê de acontecerem coisas estranhas", pelo que o processo de eleição "tem de ser transparente".

© NYEIN CHAN NAING

"O processo de atribuição do Mundial de 2026 terá de ser correto. É um compromisso que pretendo cumprir, até porque é a credibilidade da FIFA que está em jogo", disse, na altura, manifestando, porém, absoluto apoio às escolhas da Rússia e do Qatar.

Mas se a atribuição da organização para 2026 está ainda por definir, Infantino já avançou com dois 'conteúdos' revolucionários: o alargamento de 32 para 48 seleções e, eventualmente, repartir a organização por alguns países, como vai suceder com o no Europeu de 2020, que decorrerá em 13 cidades europeias.

"Vamos trabalhar na organização compartilhada do Mundial a partir de 2026. Achamos que é uma ideia razoável e temos que apostar na sustentabilidade da competição a longo prazo", sustentou recentemente Infantino, à margem de uma visita ao Qatar, falando de "dois, três, quatro países juntos".

Sobre o alargamento, que mereceu forte oposição das principais ligas europeias, Infantino insistiu que esta "é uma decisão futebolística e não económica".

"Não é uma decisão económica, antes pelo contrário, é uma decisão puramente futebolística. Todos os formatos têm vantagens do ponto de vista financeiro, mas estamos numa situação cómoda para tomar uma decisão baseada em questões desportivas", afirmou Infantino, numa entrevista à BBC.

Infantino referiu ainda que a decisão tomada pela FIFA, por unanimidade, "é uma mudança histórica", que levará o futebol "em pleno ao século XXI".

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