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Um herói português faz história em Espanha: "Já chorava antes do fim do jogo"

Logótipo de O Jogo O Jogo 16/05/2017 Hugo Monteiro

Guarda-redes emprestado pelo Benfica ao Reus, Pedro Henriques foi um dos obreiros do título europeu em hóquei em patins e deixou marca na eliminação do FC Porto e ainda do próprio clube da Luz, ao qual vai regressar.

O guarda-redes português, emprestado pelo Benfica ao Reus, acaba de se sagrar campeão europeu, depois de ter festejado de águia ao peito em 2013/14, no Dragão, e 2015/16, na Luz. Após as derrotas na final da Supertaça de Espanha e Taça do Rei e ainda o campeonato perdido para o Barcelona, a final ganha à Oliveirense levou o guarda-redes às lágrimas. A festa foi rija: começou no pavilhão de Lérida, a 70 km de Reus e acabou na praça central da cidade, com os adeptos e toda a Imprensa catalã rendidos ao português.

Na véspera da final, disse que estava farto de perder finais e que era a hora de ganhar. Como viveu esta final?

-Depois do desgaste do dia anterior num jogo longo, frente a um Benfica que é muito ofensivo, em que tivemos a sorte dos penáltis, soubemos aproveitar as oportunidades com a Oliveirense. Foi justo.

Campeão europeu em 2014, em 2016 e agora em 2017. Afastou o Benfica, clube do coração. O que sentiu após o apito?

-Já estava a chorar antes do fim do jogo. É sentir que vamos levantar a taça mais importante de clubes, depois de ter perdido Supertaça, Taça do Rei, OKLiga e ainda Montreux e depois de um ano de muitas mudanças. A minha vida e a da Elsa [namorada] em Lisboa ficou pendurada e a adaptação custou de início. Por isso, esta Liga Europeia tem muito significado. A minha família estava no pavilhão e foi tudo um misto de emoções.

Foi por isso que agarrou a bandeira portuguesa e não a largou mais?

-Na claque do Reus havia uma bandeira portuguesa e estando eu fora e ainda por cima num fim de semana tão especial com o festival da Eurovisão e o Benfica campeão de futebol, os símbolos tornam-se mais importantes.

O público adora-o. Sendo um português na Catalunha isso torna-se especial?

-O carinho das pessoas pode fazer a diferença quando se encara um novo desafio num clube com história e paixão. Esta final foi um fechar de ciclo. É sair pela porta grande e devo muito aos adeptos.

Alguma vez pensou que ia conquistar este lugar no coração dos catalães e passar com nota máxima pela baliza do Reus?

-Quando se tomam algumas decisões, arriscamo-nos a fazer um all-in, para utilizar uma linguagem de póquer. Podemos ter tudo ou nada. Mas quando fazemos um all-in é porque lutámos para ter tudo. Sou a pessoa mais feliz do mundo. Tenho a experiência de um ano fora de casa com sucesso. Não trocava por nada.

Aborrece-lhe o rótulo de especialista em bolas paradas?

-É uma etiqueta subjetiva. Os números jogam a meu favor , porque em cinco vezes ganhei nos penáltis, mas há que valorizar de igual forma os jogadores. O sucesso nos penaltis depende de todos e do fator sorte.

O que significa ser o único português com três Ligas Europeias?

- É um orgulho saber que na modalidade que mais títulos deu a Portugal sou o português com mais Ligas Europeias de sempre. Mais orgulho tenho em reconhecer que o hóquei em Portugal se destaca cada vez mais e tenho a certeza que no futuro mais portugueses somarão mais do que três Ligas Europeias.

Marzia Cattini/CERS-RH © Marzia Cattini/CERS-RH Marzia Cattini/CERS-RH

E ter eliminado três equipas portuguesas: FC Porto e Benfica (penáltis) e Oliveirense?

-É o fecho de um percurso épico e quase perfeito. Sabíamos que teríamos que eliminar os melhores do Mundo. FC Porto , Oliveirense e Benfica estão nesse lote.

Feliz por estar de regresso ao Benfica?

-Sou jogador com contrato. Vim por empréstimo, com acordo por dois anos. O Benfica é a minha casa. Este foi um ano especial, senti que gostam de mim. Mas a minha casa é o Benfica. A minha primeira casa é Lisboa, a segunda é Reus. Voltar a casa não tem preço.

Para o ano, regressando à Luz, reencontra os antigos colegas, volta a ter a companhia de Nicolia e a concorrência de Trabal. Como vai ser? O Benfica vai ter dois guarda-redes para uma baliza...

-Saí com o objetivo de jogar mais. Regresso na expectativa de não voltar a sair.

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