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Uma dezena de sindicalistas manifestam-se contra ameaça de despedimentos no Banco do Brasil

Logótipo de O Jogo O Jogo 12/09/2017 Administrator

Cerca de dez elementos do movimento MUDAR - Bancários, Movimento de Unidade, Democracia e Ação Reivindicativa, manifestaram-se hoje em Lisboa contra a ameaça de despedimento coletivo dos trabalhadores do Banco do Brasil.

Pelas 11:40, os manifestantes seguravam uma faixa do MUDAR, e ouviam-se palavras de ordem, como "O Banco ameaça os trabalhadores com um despedimento coletivo", em frente à agência do Banco do Brasil, no Marquês de Pombal.

João Pascoal, membro da direção do movimento, refere que o Banco do Brasil ameaçou os trabalhadores "com um despedimento coletivo", porque está a ser objeto "de um negócio da parte de retalho ser passada para o Banco CTT".

O representante acrescenta que, "quando há uma transmissão de negócio noutras empresas", a lei prevê que os trabalhadores afeitos sejam transferidos "para a nova entidade patronal, mantendo os seus direitos contratuais e a sua antiguidade laboral".

João Pascoal disse ainda que os trabalhadores ponderam avançar com novas formas de luta, caso o banco continue a ameaçar os funcionários com um despedimento coletivo.

"Se o Banco do Brasil tomar alguma atitude haverá respostas e aí os trabalhadores participarão", concluiu.

No dia 08 de setembro, a instituição financeira confirmou que fez um reposicionamento estratégico da atividade no mercado português, que implica o encerramento dos serviços de retalho e a transferência de clientes para o Banco CTT.

Em 02 de setembro, o Jornal Económico avançou que o Banco do Brasil em Portugal queria avançar com o despedimento coletivo de 17 trabalhadores e que ia transferir o negócio da banca de retalho para o Banco CTT.

Na segunda-feira, o administrador do Banco CTT, João Melo Franco, disse à agência Lusa que a instituição financeira quer assumir-se como "o banco de referência" da comunidade brasileira em Portugal, inserindo-se nesta "aposta estratégica" o protocolo estabelecido com o Banco do Brasil.

"Assistimos a um aumento muito significativo do número de brasileiros a escolherem Portugal para viver e cada vez mais são brasileiros com rendimentos médios/altos. Há uma vaga de fundo de um outro tipo de imigração brasileira a que o Banco CTT, sendo um banco universal, não pode estar alheio", afirmou.

Assumindo a aproximação à comunidade "de mais de 80 mil brasileiros que escolheram viver em Portugal" como uma "aposta estratégica", o Banco CTT justifica, assim, o protocolo estabelecido com o Banco do Brasil para prestação de "serviços específicos" a estes cidadãos, na sequência do anúncio da instituição financeira brasileira de encerramento da operação de retalho em Portugal.

No âmbito deste protocolo, passará a ser possível aos clientes particulares do Banco do Brasil a abertura de contas Banco CTT, assim como o acesso a serviços específicos.

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