Ao utilizar este serviço e o conteúdo relacionado, concorda com a utilização de cookies para análise, anúncios e conteúdos personalizados.
Está a utilizar uma versão de browser mais antiga. Utilize uma versão suportada para obter a melhor experiência possível com o MSN.

União das Mutualidades Portuguesa em congresso no Porto até sábado

Logótipo de O Jogo O Jogo 07/07/2017 Administrator

Com um milhão de associados e 2,5 milhões de beneficiários, a União das Mutualidades Portuguesa (UMP) promove hoje e sábado, no Porto, o seu 12.º Congresso, do qual quer fazer sair uma recomendação de união para os cidadãos.

O presidente do Conselho de Administração da UMP, Luís Alberto Silva, falou à Lusa de um congresso que surgindo num momento de crise deve ser "também um momento de reflexão para as pessoas em torno dos seus problemas".

"O princípio do estado previdente que tudo dá já não é possível e a população deve envolver-se na criação da própria riqueza, dando resposta às suas necessidades" advertiu Luís Alberto Silva, defendendo que "o modelo mutualista tem um grande campo de progressão e de envolvimento não só em Portugal como no próprio mundo".

Marcado para a Alfândega do Porto, o 12.º Congresso acontece na altura em que a UMP comemora 720 anos de existência, lembrando o responsável que "chegaram a haver 1.000 instituições espalhadas pelo país".

Assinalando a existência de "um milhão de associados e de 2,5 milhões de beneficiários", o presidente da UMP frisou que "a área de ação não se restringe apenas ao que é da Segurança Social, mas também no âmbito da saúde, onde têm clínicas e hospitais, na Educação, Economia ou na Agricultura".

De um movimento "perseguido pelo Estado Novo pelos seus ideais e práticas democráticas de um homem, um voto, há agora a vontade de abrir os horizontes das mutualidades", disse.

Com quatro painéis a debate no congresso das mutualidades, para Luís Alberto Silva os temas escolhidos expressam "problemas e horizontes" da UMP, como por exemplo "conseguir cativar gente jovem e mulheres" para a sua gestão, numa alusão ao Painel II "Rejuvenescimento e Inovação".

"Fins e áreas de atuação", "Desafios para a Economia Social" e "Estratégias de Cooperação", este com enfoque nos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), completam o painel de debates, deixando para o segundo dia as homenagens.

O primeiro-ministro de Cabo Verde, Ulisses Correia e Silva, e o biólogo e escritor moçambicano Mia Couto irão receber o prémio Mutualismo e Solidariedade Internacional, pela primeira vez entregue pela UMP.

Instado a divulgar qual a mensagem que pretende que saia do congresso, Luís Alberto Silva voltou a recorrer ao percurso histórico da UMP para lembrar às pessoas o seu papel na sociedade.

"Temos de ser nós a criar a própria riqueza, o emprego e o desenvolvimento e não há que ficar desmotivado mas, junto das próprias comunidades, criar as suas alternativas, sendo capazes de unir-se em torno dos problemas", disse.

Paralelamente ao evento estarão patentes duas exposições: o "Mutualismo em Portugal" e "Mutualistas de palmo e meio".

AdChoices
AdChoices

Mais de O Jogo

image beaconimage beaconimage beacon