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Unicâmbio investe mais de 500 mil euros em subsidiária em Londres

Logótipo de O Jogo O Jogo 25/10/2017 Administrator

A Unicâmbio vai investir mais de 500 mil na abertura ainda este ano de uma subsidiária em Londres, afirmou hoje o administrador da empresa de câmbios, e estará presente na Guiné-Bissau no primeiro-trimestre de 2018.

"Vamos abrir ainda este ano uma sucursal de direito local em Londres, com dois balcões, no centro da capital britânica", disse Carlos Lilaia num encontro com jornalistas em Lisboa, adiantando que no primeiro trimestre do próximo ano a Unicâmbio vai passar a ter uma subsidiária na Guiné-Bissau.

Segundo o responsável, "a subsidiária em Londres é participada a 100% pela Unicâmbio e a escolha pela capital britânica teve a ver com o aumento e a expressão dos emigrantes portugueses qualificados que estão a viver no país", e envolverá um investimento acima de meio milhão de euros.

"A estratégia de internacionalização da Unicâmbio passa por abrir nos Países Africanos de Expressão Portuguesa (PALOP) e em países da diáspora portuguesa [nomeadamente, a Inglaterra onde há 500 mil a 600 mil cidadãos nacionais] e olha [também] para a Suíça", salientou o gestor.

Em Angola, a portuguesa Unicâmbio tem 49% da Unitransfer, empresa que tem um sócio angolano local com uma participação de 44%, estando o resto disperso por outros sócios, sendo que a gestão é da Unicâmbio e a empresa localiza-se em Luanda.

Carlos Lilaia referiu ainda que a Unicâmbio admite entrar no mundo das moedas digitais, num prazo de quatro a cinco anos.

Para já, a empresa aposta nos canais digitais para divulgar o Cash4Travel, um cartão multidivisas que pode ser simultaneamente carregado com cinco moedas (euro, libra esterlina, real brasileiro, dólar norte-americano e franco suíço).

"Pensamos que a moeda física e a moeda digital (desmaterializada, por exemplo, o bitcoins) vão sempre coexistir, é uma hipótese que estamos a ponderar [um novo meio de pagamento]", disse o administrador da agência de câmbios que comemora 25.º aniversário da sua atividade.

Mas o cartão pré-pago "é já meio caminho" para entrar na moeda digital, admitiu Carlos Lilaia.

Em 14 de novembro, a Unicâmbio vai organizar uma conferência no Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, sobre os "Desafios atuais do mercado de câmbio", onde irá ser debatido o futuro das moedas, em particular o papel da moeda digital.

O evento contará com Maria João Carioca, administradora da Caixa Geral de Depósitos (CGD), João Duque, professor do Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG) e Fernando da Rocha Andrade, ex-secretário de Estado dos Assuntos Fiscais e deputado do PS, entre outros oradores.

A Unicâmbio vai também efetuar uma exposição sobre a evolução da moeda entre 01 a 05 de novembro, intitulada "Da ausência de moeda à moeda digital" e lançar um livro sobre a história da agência de câmbios.

A Unicâmbio admitiu que poderá ainda vir a estabelecer um acordo comercial com a TAP, mas não adiantou pormenores.

A Unicâmbio tem 80 balcões em Portugal e 230 colaboradores.

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