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UNITA critica "aposta na continuidade" das nomeações para o novo Governo angolano

Logótipo de O Jogo O Jogo 29/09/2017 Administrator

A UNITA, maior partido da oposição em Angola, considerou hoje que o novo Governo representa uma "aposta na continuidade" e que o Presidente da República, João Lourenço, vai ter "muitas dificuldades em se afirmar".

A posição foi assumida em declarações à Lusa pelo porta-voz da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), Alcides Sakala, admitindo que o partido não tem muitas expectativas para o executivo, que toma posse no sábado, em Luanda.

O novo chefe de Estado angolano, João Lourenço (MPLA) investido na terça-feira no cargo, após 38 anos de liderança de José Eduardo dos Santos, nomeou entre quinta e sexta-feira 31 ministros para o novo Governo - nove dos quais mantendo as mesmas pastas -, cuja posse está prevista para sábado, no palácio presidencial, em Luanda.

"É uma clara aposta na continuidade, de facto o Presidente da República vai ter muitas dificuldades, de um lado tem o presidente emérito [José Eduardo dos Santos] a dirigir o partido [presidente do MPLA] e do outro está ele [João Lourenço], que vai querer afirmar-se", apontou Alcides Sakala.

Segundo o porta-voz e deputado da UNITA, João Lourenço "apostou igualmente na continuidade" ao nomear os governadores das 18 províncias de Angola, por serem "rostos com desempenho conhecidos", sendo que 13 foram mesmo reconduzidos nas funções.

"Portanto, não esperamos muita coisa nesta nova configuração política a nível do Governo, mas ainda fica o benefício da dúvida e vamos ver para crer", acrescentou Alcides Sakala.

O anterior Governo, liderado por José Eduardo dos Santos, contava com 31 ministérios, mas na tomada de posse como novo chefe de Estado, na terça-feira, João Lourenço reafirmou a intenção de promover a redução do executivo, no âmbito de uma reforma do Estado, prevendo a "descentralização de poderes, a implementação gradual das autarquias e a municipalização dos serviços em geral".

"A estrutura do executivo será reduzida de modo a garantir a sua funcionalidade sem dispersão de meios e evitando o esbanjamento e o desperdício de recursos que são cada vez mais escassos", apontou Lourenço, que encabeçou a lista do MPLA que venceu as eleições gerais angolanas de 23 de agosto.

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