Está a utilizar uma versão de browser mais antiga. Utilize uma versão suportada para obter a melhor experiência possível com o MSN.

US Open: Stephens e Keys surpreendem e estão na final

Logótipo de O Jogo O Jogo 08/09/2017 Ana Proença
© Geoff Burke-USA TODAY Sports

As jovens de 24 e 22 vão disputar a primeira final de um Grand Slam.

As norte-americanas Sloane Stephens e Madison Keys confirmaram na quinta-feira a emergência de uma nova geração no ténis mundial, ao qualificarem-se pela primeira vez para a final de um torneio do Grand Slam, no US Open.

Stephens, de 24 anos, fê-lo precisamente à custa de um dos símbolos da anterior geração, a compatriota Venus Williams, batida nas meias-finais por 6-1, 0-6 e 7-5, enquanto Keys, de 22 anos, despachou a também norte-americana CoCo Vandeweghe por 6-1 e 6-2.

O dia seria sempre de festa no Open dos Estados Unidos, com as primeiras meias-finais integralmente caseiras em Flushing Meadows desde 1981, mesmo sem a presença de Serena Williams, irmã mais nova de Venus e uma das grades dominadores dos últimos anos, devido ao nascimento da filha.

Stephens, que esteve afastada dos courts durante 11 meses, entre agosto de 2016 e julho de 2017, devido a uma lesão num pé, protagonizou um regresso fulgurante ao circuito, subindo quase 900 posições na hierarquia mundial em pouco mais de um mês, de 957.ª para 83.ª.

Independentemente do resultado da final do quarto e último Grand Slam do ano, Stephens vai deixar Nova Iorque ainda mais bem posicionada no ranking, apesar de ter passado por algumas dificuldades nas duas horas e nove minutos de confronto com Venus, nona tenista do mundo.

Depois de ter vencido o primeiro parcial por inquestionável 6-1, Stephens viu a compatriota responder de forma ainda mais categórica, deixando a rival em branco no segundo set, antes de se impor no terceiro e decisivo parcial, por 7-5, fazendo pender o encontro a seu favor com um break no 11.º jogo antes de servir para fechar o embate.

"Se me tivessem dito que estaria na final do US Open quando iniciei o meu comeback não teria acreditado. Nem sei como explicá-lo. Limitei-me a trabalhar no duro", desabafou uma incrédula Stephens.

O tom de Keys era de idêntica estupefação: "Quem ousaria pensar, em janeiro, numa altura em que tínhamos acabado de ser operadas e de falhar o Open da Austrália, que estaríamos na final do US Open? Isto é verdadeiramente especial", observou.

A jovem tenista, 22.ª da hierarquia mundial, precisou de cerca de metade do tempo (1:08 horas) para afastar Vandeweghe, 16.ª, que nunca mostrou argumentos para ocupar o lugar da adversária na primeira final 100% norte-americana no torneio desde 2002, entre as irmãs Williams.

AdChoices
AdChoices

Mais de O Jogo

image beaconimage beaconimage beacon