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Vaticano leva a tribunal ex-responsáveis de hospital por obras em casa de cardeal

Logótipo de O Jogo O Jogo 13/07/2017 Administrator

O Tribunal do Vaticano decidiu levar a julgamento o antigo presidente do hospital pediátrico Bambino Gesù, gerido pela Santa Sé, e do seu ex-tesoureiro, por alegado desvio de fundos para remodelar o apartamento do cardeal Tarcisio Bertone.

O julgamento do antigo diretor hospitalar, Giuseppe Profiti, e do antigo tesoureiro, Massimo Spina, começará no próximo dia 18, e será conduzido pelo presidente do Tribunal do Vaticano, Giuseppe della Torre, que acolheu o requerimento do procurador Giampiero Milano.

Segundo as acusações de Milano, os dois homens são suspeitos de terem "utilizado de forma ilegal e a favor do empresário [Gianantonio] Bandera, dinheiro pertencente à Fundação Bambino Gesù, dinheiro de que podiam dispor devido às funções que detinham".

"Em concreto, foram pagos, para fins totalmente extra institucionais 422.055,16 euros, utilizado para as obras de restauro de um edifício propriedade do Governo do Vaticano e destinado à residência do secretário de Estado emérito [Tarcisio Bertone] e para beneficiar a empresa de Gianantonio Bandera", refere a ordem de envio para julgamento.

O alegado delito, acrescenta, aconteceu na Cidade do Vaticano entre novembro de 2013 e 28 de maio de 2014.

Em março do ano passado, o Vaticano anunciou que tinha sido aberta uma investigação aos dois antigos dirigentes, mas não a Bertone.

O caso começou após a publicação, no semanário italiano L'Espresso, de um artigo que revelava que uma parte da reestruturação do apartamento - uma 'penthouse' luxuosa de 600 metros quadrados mais outros cem metros de terraço, para onde Bertone foi viver depois de deixar de ser secretário de Estado do Vaticano -, foi paga com perto de 400 mil euros dos fundos da Fundação Bambino Gesù, que recolhe donativos para o hospital.

Bertone -- que foi secretário de Estado do Vaticano entre 2006 e 2013 -- afirmou que não tinha conhecimento de onde provinham estas verbas, devolveu depois 150 mil euros ao hospital pediátrico.

O autor do artigo é Emiliano Fittipaldi, que foi julgado e absolvido no Vaticano, há um ano, pela publicação de documentos reservados no seu livro "Avareza".

Entre os documentos revelados, encontram-se a troca de mensagens entre Profiti e Bertone, em novembro de 2013, que demonstrariam que o antigo presidente do hospital oferecia dinheiro ao cardeal através da fundação, e que este agradecia, pelo que tinha conhecimento de onde vinham as verbas.

O advogado de defesa, Michele Gentiloni Silveri, assegurou que Bertone "nunca deu indicação ou autorização à Fundação Bambino Gesù para qualquer pagamento relacionado com o apartamento em que vive, e que é propriedade" do Vaticano.

De acordo com a mesma notícia do L'Espresso, as obras foram faturadas não à sociedade italiana que realizou o trabalho (Castelli Re), mas a uma empresa britânica (LG Contractor LTd), também controlada por Bandera, um "amigo pessoal" de Bertone, segundo o jornal.

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