Ao utilizar este serviço e o conteúdo relacionado, concorda com a utilização de cookies para análise, anúncios e conteúdos personalizados.
Está a utilizar uma versão de browser mais antiga. Utilize uma versão suportada para obter a melhor experiência possível com o MSN.

Vazio de liderança na JSD/Porto por impugnação de ato eleitoral realizado em janeiro

Logótipo de O Jogo O Jogo 07/07/2017 Administrator

O Conselho de Jurisdição Nacional da Juventude Social-Democrata (JSD) considerou nulas as eleições realizadas em janeiro na JSD/Porto, abrindo-se um vazio de liderança nesta estrutura, de acordo com uma decisão a que a Lusa teve hoje acesso.

Em causa está um ato eleitoral que opunha a lista A liderada por Nelson Marques Nascimento e a lista B de Fernando Monteiro, tendo o segundo vencido as eleições que decorreram a 02 de janeiro.

No entanto, um segundo recurso apresentado pelo vice-presidente da lista A, David Nogueira, foi aceite pelo Conselho de Jurisdição Nacional da JSD, segundo o qual os cadernos eleitorais utilizados devem ser considerados "nulos".

"A invalidade dos cadernos afeta todo o ato eleitoral, pelo que as eleições devem ser repetidas", lê-se na decisão do Conselho de Jurisdição Nacional.

"Por conseguinte, deve a Mesa que estiver em funções, ou na sua falta a Mesa do órgão de nível regional superior, ou ainda a Mesa do Congresso proceder à remarcação de novas eleições, bem como à gestão do ato eleitoral", refere o documento a que a Lusa teve acesso.

Sendo tradicional que as comissões concelhias dos partidos convidem as estruturas jovens para apresentarem nomes a integrar as listas às eleições locais, e aproximando-se as autárquicas marcadas para 01 de outubro, contactada pela agência Lusa, a concelhia do PSD/Porto referiu que não esperará por eleições na JSD mas também não deixará de fora esta estrutura.

"Não nos vamos meter na vida interna da JSD. O que vamos fazer é reunir com os [seis] núcleos, chamá-los e desafiá-los a indicarem nomes de forma colegial para as listas. Não vamos ser nós a decidir por eles e confiamos que saberão entender-se", disse Alberto Lima, em nome da Concelhia PSD/Porto, não deixando de criticar o "timing" da decisão.

"Deviam ter decidido mais cedo. As eleições [na JSD/Porto] foram em janeiro e as [eleições] autárquicas são em outubro. Mas não está por isso em causa deixar de fora estas estruturas", referiu.

Já o autor do recurso que culminou na nulidade das eleições, David Nogueira, que também é presidente do núcleo da JSD do Centro Histórico, explicou que decidiu recorrer para o Conselho de Jurisdição Nacional da JSD por considerar que existiu um "grave atropelo da legalidade".

"Em consciência, impugnei o ato que alguns, a todo o custo, queriam ganhar. Não o fiz com qualquer objetivo de política autárquica ou para me candidatar eu, em novo ato eleitoral (...).Sei que há quem se preocupe com os efeitos no processo autárquico em curso mas creio que não há motivo para tal: todos os núcleos estão regularmente eleitos e aptos para trabalhar em prol das suas freguesias e em prol do Porto", referiu David Nogueira, numa mensagem enviada por escrito à Lusa, na qual diz ter sido alvo de "pressões e vexames".

A agência Lusa procurou ouvir o líder da lista A, Nelson Marques Nascimento, tendo este transmitido através de David Nogueira que também não será candidato.

"O Nelson [Marques Nascimento] refere que não é candidato devido à situação política do PSD/Porto atual e à proximidade das eleições autárquicas. Ele deseja que exista uma lista de consenso", transmitiu à Lusa, via telefone, David Nascimento.

Por sua vez, o candidato que venceu as eleições, mas entretanto viu-as serem anuladas, Fernando Monteiro, disse ter ficado "espantado" por existir uma "segunda decisão antagónica" face a um primeiro recurso que não foi aceite e adjetivou o processo de "manobra política".

"O argumento desta decisão imputa a responsabilidade aos serviços da JSD pela emissão dos cadernos. [A minha lista] acaba por sofrer por efeito colateral. Os serviços não emitiram os cadernos atempadamente. Haveria sempre uma impugnação", referiu Fernando Monteiro que entretanto completou 30 anos pelo que não pode ser candidato à JSD.

"Espanta-me tudo isto. Será por mero acaso, quero acreditar eu, que a impugnação sai três dias depois de completar 30 anos", concluiu.

AdChoices
AdChoices

Mais de O Jogo

image beaconimage beaconimage beacon