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Vencedora do Prémio EDP Novos Artistas faz exposição individual em Lisboa

Logótipo de O Jogo O Jogo 30/10/2017 Administrator

A argentina Claire de Santa Coloma, vencedora da 12.ª edição Prémio Novos Artistas Fundação EDP, vai inaugurar a exposição individual "Pausa" a 17 de novembro na galeria 3+1 Arte Contemporânea, em Lisboa, foi hoje anunciado.

De acordo com a galeria, a exposição composta por trabalhos de esculturas em madeira e obras sobre papel, será inaugurada nesse dia às 19:00, ficando patente até 13 de janeiro.

Nesta nova exposição individual, na galeria 3+1, "a artista procurou montar as peças de forma a criar lugares de ponderação, interrogando assim o modo de ver e nos relacionarmos com as obras, gerando uma dinâmica em que se passe mais tempo com um objeto, para lá da noção dos três segundos de tempo médio de observação de uma obra medida pelas instituições artísticas".

Claire de Santa Coloma, que vive e trabalha em Portugal há oito anos, venceu em setembro o Prémio Novos Artistas Fundação EDP, no valor de 20 mil euros, galardão de iniciativa bienal, que visa revelar e apoiar talentos nas artes plásticas e visuais.

Na altura, o júri internacional sublinhou, na ata de apreciação, que a obra desta artista "revela uma invulgar independência", um "exemplo de dedicação, uma importante reafirmação de liberdade" e "transcende a sua própria técnica" artesanal em escultura de madeira.

Claire de Santa Coloma, 33 anos, nascida em Buenos Aires, obteve aquele prémio por maioria numa votação que não obteve a unanimidade devido a uma divisão de opiniões centrada na discussão da originalidade dos trabalhos.

"Embora Claire utilize técnicas tradicionais na escultura em madeira, que não são novas, o júri considerou que o seu trabalho se encontra num momento em que está a surgir algo novo", explicou, na altura, Penelope Curtis, um dos membros do júri, aos jornalistas, na conferência de imprensa para anunciar o vencedor.

Quando venceu o prémio, em declarações à agência Lusa, sublinhou que o seu trabalho "é um ato de resistência", e "uma reflexão sobre o tempo", em defesa da lentidão.

"O meu trabalho é como um ato de resistência. Toda esta velocidade que está à nossa volta faz parte do nosso quotidiano, mas o nosso ritmo de pensamento continua a ser o mesmo de há muitas décadas", sustentou a artista argentina de 33 anos.

Candidata ao prémio com a obra "Composição Eterna" de escultura em madeira, a artista - nascida em Buenos Aires e a residir em Lisboa - disse aos jornalistas que a sua maneira de trabalhar "é uma reflexão sobre os tempos que estamos a viver".

"A lentidão não é sempre uma coisa má, nem a velocidade é uma coisa má. Este trabalho é uma reflexão sobre o tempo. Nem tudo tem de ser veloz", defendeu.

A artista estudou escultura de talha direta nos Ateliers Beaux Arts de la Ville de Paris, fez um mestrado de investigação em artes plásticas na Universidade de La Sorbonne, e frequentou o programa de Estudos Independentes da escola de artes Maumaus, em Lisboa.

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