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Venezuela: Assembleia Constituinte aprova eleições municipais a 10 de dezembro

Logótipo de O Jogo O Jogo 26/10/2017 Administrator

A Assembleia Constituinte da Venezuela aprovou hoje a convocação de eleições municipais para o próximo dia 10 de dezembro, votação que, segundo a legislação em vigor, deveria ter-se realizado em finais de 2016.

A aprovação teve lugar com base numa proposta do ex-governador do Estado venezuelano de Carabobo, Francisco Ameliach, durante uma sessão em que vários outros militantes do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV, o partido do Governo) sublinharam a importância de atualizar o calendário eleitoral no país.

"Com o propósito de ajudar alguns setores da oposição a retomar o caminho da convivência política da democracia, proponho que esta AC aprove um decreto convocando a programação de eleições de presidentes das câmaras municipais para o mês de dezembro e assim nos pormos em dia", disse Francisco Ameliach.

Por outro lado, a constituinte Tânia Diaz insistiu na importância de convocar as eleições para "calar a boca ao império (EUA)".

A presidente da AC, Delcy Rodríguez, afirmou que "na Venezuela realizar-se-ão eleições as vezes que sejam necessárias para que todos entendam que aqui (no país) manda o povo".

O decreto aprovado pela AC deve seguir agora os tramites legais, sendo publicado na Gazeta Oficial (equivalente ao diário da República) e enviada notificação à presidente do Conselho Nacional Eleitoral, Tibisay Lucena Ramírez.

Durante a mesma sessão, a AC aprovou a designação de Ramón Lobo como novo presidente do Banco Central da Venezuela.

A 15 de outubro, nas eleições para os governadores, o 'chavismo' (referência a Hugo Chávez, Presidente da Venezuela desde 1999 até à morte em 2013) venceu oficialmente 18 das 23 regiões do país.

A oposição denunciou que mais de 1,6 milhões de votos não continham assinaturas, nem as impressões digitais dos eleitores, sendo portanto ilegais.

Dividida porque quatro dos seus governadores eleitos acederam a juramentar-se perante a AC, a oposição insiste que a Assembleia Constituinte é ilegítima e está subordinada aos interesses políticos de Cuba.

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