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Venezuela: Bancos devem atualizar valor das transferências à realidade local

Logótipo de O Jogo O Jogo 17/08/2017 Administrator

A entidade pública venezuelana de gestão bancária pediu hoje à banca pública e privada que atualize os valores das transferências e terminais de pagamento à realidade atual venezuelana.

O pedido foi feito pelo chefe da Superintendência das Instituições do Setor Bancário da Venezuela (Sudeban), António Morales, durante uma reunião com banqueiros, durante a qual denunciou que 30% da distribuição de notas no país é usado como contrabando para a Colômbia.

"Façamos uma atualização, porque não é a mesma situação na conjunta económica que temos, neste momento, em relação a há um ou dois anos", disse.

No entanto, segundo António Morales, os bancos devem ir aumentando o uso de meios eletrónicos, estando o Banco Central da Venezuela na disposição de apoiam "em quanto ao investimento", para usos de cartões, terminais de pagamento e infraestrutura.

Por outro lado, explicou que as autoridades estão tentando superar o problema de escassez de efetivo (novas) e que detetaram que alguns empregados de instituições bancárias entregam grandes valores em dinheiro a empresas em detrimento de outros cidadãos.

No que respeita à comissão de 10% cobrada por alguns estabelecimentos comerciais por entregar dinheiro às pessoas, Morales explicou que apenas as redes Farmatodo (farmácias) e Excelsior Gama (supermercados, propriedade de portugueses) estão autorizadas a fazer "avanços de bilhetes" e sem nenhum cargo.

O pedido da Sudeban tem lugar depois de o Partido Comunista da Venezuela pedir explicações à nova Assembleia Constituinte que esclareça se existe no país restrições ao levantamento de dinheiro e uma "banca paralela", na sequência de queixas da população.

Em declarações aos jornalistas, Carlos Aquino questionou se há uma restrição efetiva ou nota insuficientes, ao mesmo tempo que pediu que se investigue a existência de uma alegada "banca paralela", que funciona nos estabelecimentos comerciais.

Fontes bancárias questionadas pela agência Lusa explicaram que os clientes podem trocar cheques até 30 mil bolívares (10,10 euros à taxa oficial de câmbio).

Os levantamentos nas caixas automáticas estão limitados a 10.000 bolívares diários e 40 mil ao mês (3,36 euros e 13,46 euros, respetivamente).

Na Venezuela, um café custa 3.000 bolívares (1,01 euros), um refrigerante 3.500 bolívares (1,17 euros), e uma sopa, num restaurante popular, cerca de 10.000 bolívares (3,36 euros).

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