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Venezuela: Bispos pedem a Nicolás Maduro que desista da Assembleia Constituinte

Logótipo de O Jogo O Jogo 11/07/2017 Administrator

A Conferência Episcopal Venezuelana (CEV) pediu hoje ao Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, que desista de convocar uma Assembleia Constituinte, como parte de um conjunto de propostas para solucionar a crise político-económica e social no país.

O pedido faz parte de uma carta enviada ao chefe de Estado, e divulgada hoje em Caracas, no âmbito da reunião anual da CEV.

"É urgente reconhecer a autonomia de todos os poderes públicos e trabalhar conjuntamente com eles, particularmente com a Assembleia Nacional e o Ministério Público, retirar a convocatória de uma Assembleia Constituinte, assumir e implementar os acordos que foram conseguidos na primeira ronda de diálogo com a oposição", defendem os bispos católicos venezuelanos.

O documento sublinha que a CEV está convicta de que isso solucionará a crise no país, se o Presidente da Venezuela quiser "resolver a grave crise de escassez alimentar, de medicamentos e de insegurança que está causando incontáveis vítimas, particularmente entre crianças" e idosos, "assim como devolver à Venezuela a sua plena institucionalidade democrática, contemplada na atual Constituição".

Por outro lado, explicam que na agenda de trabalhos, "o estudo da grave situação que abala as bases do país" ocupa um lugar importante e que o propósito é "aportar luzes e indicar caminhos para a solução", a partir da sua "condição de pastores", que caminham com o povo, ao qual pertencem, "acompanhando e consolando particularmente os familiares das vítimas e os mais pobres e aflitos".

"O Santo Padre Francisco tem acompanhado com grande preocupação a situação que vive o povo venezuelano", tendo-lhe dirigido encorajadoras palavras de solidariedade em várias ocasiões, explicam os prelados.

No documento, os bispos dizem querer manifestar, novamente, a disposição da Igreja Católica para estar "ao serviço do encontro e da reconciliação" e pedem a Deus que ilumine Nicolás Maduro e lhe outorgue a audácia necessária para que permita uma saída democrática para o país.

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