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Venezuela: Caracas acusa Costa Rica de agredir a democracia e instituições venezuelanas

Logótipo de O Jogo O Jogo 29/08/2017 Administrator

O ministro das Relações Exteriores venezuelano, Jorge Arreaza, acusou a Costa Rica de agredir a democracia e as instituições venezuelanas.

"O Governo da Costa Rica opta por ajoelhar-se perante as políticas de Washington, agredindo a democracia venezuelana e as suas legítimas instituições", escreveu na segunda-feira Jorge Arreaza na sua conta da rede de mensagens instantâneas Twitter.

O ministro venezuelano reagia a um encontro ocorrido, na segunda-feira, na Costa Rica, entre o Procurador-geral do país, Jorge Chavarria Guzmán, e a ex-Procuradora-geral da Venezuela Luísa Ortega Díaz.

"Lamentamos a arrogância do Ministério de Relações Exteriores de Costa Rica, que parece imitar a conduta supremacista dos seus chefes do Norte (Estados Unidos)", frisou, numa outra mensagem.

Segundo a imprensa venezuelana, a ex-Procuradora, destituída do cargo a 05 de agosto pela Assembleia Constituinte, afirmou na segunda-feira, numa conferência de imprensa na Costa Rica, ter provas de que o Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, terá desviado entre oito e 10 milhões de dólares do fisco.

Luísa Ortega Diaz acrescentou que "muitos funcionários" venezuelanos estão comprometidos com a corrupção na empresa brasileira Odebrecht, e vários ministros, ex-ministros e membros da Assembleia Constituinte estão envolvidos num "esquema milionário de corrupção".

"Na Venezuela não será possível fazer justiça e por isso estou a entregar provas a diferentes países", disse a antiga responsável, que acusou recentemente o dirigente socialista Diosdado Cabello, "número dois" do regime de Caracas, de ter recebido 100 milhões de dólares da Odebrecht, acusação que o próprio tem desmentido publicamente.

A 18 de agosto último, Luísa Ortega Diaz fugiu da Venezuela com o marido o ex-deputado socialista, Germán Ferrer, tendo recebido proteção do Governo da Colômbia, de onde viajou até ao Brasil para participar numa reunião de procuradores do Mercosul, organização que integra a Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. A Venezuela foi suspensa em dezembro de 2016.

Entretanto, Maduro anunciou que Caracas vai pedir à Interpol que detenha Ortega Diaz e Ferrer por fugirem à justiça e por integrarem, alegadamente, uma rede de extorsão e corrupção com os Estados Unidos para prejudicar a Venezuela.

Em março deste ano, Luísa Ortega Diaz denunciou como ilegais duas sentenças do Supremo Tribunal de Justiça (STJ) venezuelano. Uma a limitar a imunidade parlamentar e a segunda em que o STJ assumia as funções do parlamento, no qual a oposição detém a maioria desde as eleições de janeiro de 2016.

"Temos que recuperar a democracia na Venezuela, sem ter autoridades ligadas à corrupção", disse a ex-Procuradora-geral.

Destituída do cargo a 05 de agosto pela Assembleia Constituinte, eleita a 30 de julho, Luísa Ortega Diaz disse já "não existir garantia de justiça na Venezuela", e o regime de Maduro quer impunidade nos casos de corrupção, denunciado que existem seis investigações por crimes de corrupção contra Tarek Saab, que a substituiu no cargo.

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