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Venezuela: Caracas acusa EUA de usar sanções para atacar a sua democracia

Logótipo de O Jogo O Jogo 10/08/2017 Administrator

A Venezuela condenou na quarta-feira as novas sanções impostas pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos contra oito funcionários do Governo de Caracas e acusou Washington de atacar a democracia venezuelana.

"O Governo da Venezuela condena categoricamente a nova investida do Governo norte-americano contra a democracia venezuelana através da imposição de sanções unilaterais, ilegais e que violam o direito internacional", explica um comunicado.

O documento, divulgado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros, sublinha que as sanções "pretendem criminalizar" os oito funcionários "por participarem num processo (Assembleia Constituinte) democrático, constitucional e emanado da vontade soberana do povo".

"Estas ações ilegais e absurdas constituem uma clara violação do direito internacional, uma vez o seu único fim é forçar a vontade soberana da República Bolivariana da Venezuela", explica.

Segundo Caracas, os Estados Unidos demonstram, "uma vez mais, o pouco interesse que têm pela democracia e autodeterminação dos povos".

"Tenta-se castigar cidadãos venezuelanos pelo simples facto de terem promovido a Assembleia Constituinte, assim como por terem sido eleitos, instituindo uma perseguição política contra os que defendem o processo democrático na Venezuela", frisa a mesma nota.

"A Assembleia Constituinte não obedece a nenhum poder imperial ou estrangeiro - é a expressão do poder oriundo e soberano do povo livre e independente da Venezuela. Nenhuma ameaça externa fará com que a Venezuela abandone o caminho da paz, a democracia participativa e a justiça social que o povo decidiu empreender. Jamais reconheceremos esta agressão", salienta.

Os Estados Unidos aprovaram, na terça-feira, a imposição de sanções a oito responsáveis venezuelanos, entre os quais um irmão do antigo Presidente Hugo Chávez, por minarem a democracia no país latino-americano.

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Steven Mnuchin, justificou a decisão com o envolvimento dos oito funcionários venezuelanos na criação de uma Assembleia Constituinte encarregada de reescrever a Constituição da Venezuela e que se declarou superior a todas as outras instituições do Estado.

"Este regime é inaceitável e os Estados Unidos ficarão do lado da oposição contra a tirania, até que a Venezuela restaure uma democracia próspera e pacífica", declarou.

Adan, irmão de Chávez, foi nomeado secretário da nova assembleia.

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