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Venezuela: Centenas marcham a favor da Assembleia Constituinte em Caracas

Logótipo de O Jogo O Jogo 04/08/2017 Administrator

Centenas de apoiantes do governo do Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, estão a marchar hoje em Caracas para apoiar a instalação da Assembleia Constituinte, órgão composto por 545 membros que terá a missão de redigir uma nova Constituição.

Desde as primeiras horas da manhã na capital venezuelana, os 'chavistas' (numa referência a Hugo Chávez, Presidente da Venezuela de 1999 até à sua morte em 2013) começaram a concentrar-se em pelo menos três locais em Caracas, a maioria vestidos de vermelho, a cor associada à revolução bolivariana instaurada no país desde finais da década de 1990.

A marcha dos apoiantes de Maduro (reconhecido como o herdeiro de Chávez) está a decorrer num tom festivo, segundo a descrição das agências internacionais, em contraste com a forte contestação que tem gerado esta controversa Assembleia Constituinte, eleita no domingo passado num escrutínio que foi boicotado pela oposição venezuelana e fortemente contestado a nível internacional.

A oposição venezuelana, que também convocou para hoje uma marcha de protesto, classifica a Assembleia Constituinte como "ilegítima" e defende que é um caminho para Nicolás Maduro "consolidar uma ditadura".

A Assembleia Constituinte será hoje formalmente instalada com o juramento de 538 representantes.

Os restantes sete constituintes serão eleitos no próximo dia 13 de agosto quando serão realizadas eleições em dois municípios do país. No domingo, foram registados fortes protestos contra o novo órgão nestes dois municípios e a votação acabou por ser interrompida.

O escrutínio de domingo ficou marcado por violentos confrontos entre os opositores de Maduro e as forças de segurança venezuelanas em várias cidades, incluindo na capital Caracas, que fizeram 10 mortos.

Na quarta-feira, a empresa responsável pela contagem dos votos do escrutínio, a britânica SmartMatic, denunciou que os dados da participação na eleição de domingo foram "manipulados", admitindo que a diferença entre a participação real e a anunciada pelas autoridades venezuelanas "é de pelo menos um milhão de votos".

Na quinta-feira, a procuradora-geral da Venezuela, Luísa Ortega Díaz, anunciou a abertura de uma investigação sobre a alegada manipulação eleitoral.

A vaga de contestação contra o governo de Maduro começou em abril passado e desde então 121 pessoas perderam a vida, quase 2.000 ficaram feridas e mais de 5.000 foram detidas.

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