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Venezuela: Escritora chilena Isabel Allende diz que país vive "tremenda crise institucional"

Logótipo de O Jogo O Jogo 22/08/2017 Administrator

A escritora chilena Isabel Allende, que na segunda-feira apresentou em Santiago o seu mais recente livro, afirmou que na Venezuela, onde viveu exilada, se vive "uma tremenda crise institucional".

"Hoje em dia a Venezuela vive uma tremenda crise institucional, uma crise política, social, uma crise económica num país de tantos recursos e tão rico", afirmou a escritora, de 75 anos, radicada nos Estados Unidos.

Isabel Allende, que chegou ao país só para apresentar o livro "Mas Allá del Invierno" ou "Para além do Inverno", na tradução em português, manifestou esperança de que rapidamente se encontre uma solução pacífica para a crise.

"Espero que haja rapidamente uma solução política pacífica, na qual devem intervir todos os países da região para defender a democracia na Venezuela", acrescentou a escritora, cuja obra está traduzida em 35 línguas.

Allende, que iniciou a carreira literária no Chile e na Venezuela, sublinhou que todos os habitantes da região têm um papel a desempenhar para defender a democracia desse país caribenho.

"A democracia na Venezuela está ameaçada por um governo que se está a apoderar de todos os poderes do estado. E penso que nós, enquanto conjunto latino-americano poderíamos ter uma postura de liderança em tratar de resolver isto pacificamente, porque a coisa está muito má na Venezuela", disse a autora de "A Casa dos Espíritos" (1982), o seu primeiro romance e um dos títulos míticos da literatura latino-americana.

Na Venezuela, os protestos contra o Governo do Presidente Nicolás Maduro intensificaram-se desde abril último, depois de serem divulgadas duas sentenças do Supremo Tribunal de Justiça que limitavam a imunidade dos deputados e em que aquele organismo assumia as funções do parlamento.

Os protestos agravaram-se depois de o Presidente Nicolás Maduro anunciar a eleição de uma Assembleia Constituinte, para reformar a Constituição.

Eleita no final de julho e contestada por grande parte da comunidade internacional, a Constituinte, que reúne 545 membros próximos do poder, chamou a si o essencial dos poderes do parlamento.

A iniciativa marcou um novo episódio na grave crise política que abala a Venezuela, onde manifestantes exigem nas ruas a saída do Presidente, eleito em 2013. Pelo menos 125 pessoas morreram na sequência dos protestos.

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