Está a utilizar uma versão de browser mais antiga. Utilize uma versão suportada para obter a melhor experiência possível com o MSN.

Venezuela: EUA dizem que sanções não pretendem "uma mudança de regime"

Logótipo de O Jogo O Jogo 07/09/2017 Administrator

A Casa Branca referiu hoje que as novas sanções impostas à Venezuela não se destinam "a uma mudança de regime", mas antes pressionar o Governo do Presidente Nicolás Maduro a "restaurar os padrões democráticos".

"Esperamos que as sanções concretas à Venezuela alterem o seu comportamento sem prejudicar o povo venezuelano", afirmou o general na reforma Rick Waddell, responsável pela América Latina no Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, durante um discurso na conferência anual do CAF-Banco de Desenvolvimento da América Latina, que hoje terminou em Washington.

Waddell sublinhou que as novas medidas contra Caracas "não procuram necessariamente uma mudança de regime", mas "um regresso aos processos democráticos", sugerindo uma suavização do discurso de Washington face à liderança venezuelana.

Em agosto, o Presidente norte-americano, Donald Trump, sugeriu que os Estados Unidos poderiam considerar uma opção militar contra a Venezuela, e o secretário de Estado Rex Tillerson admitiu pressões acrescidas para forçar Maduro a abandonar o poder.

No entanto, o general norte-americano advertiu que, caso mantenha o atual percurso, a Venezuela se vai converter "num Estado falhado" e "na segunda ditadura da América Latina", numa referência a Cuba.

As declarações de Waddell ocorrem após Trump ter assinado em 25 de agosto uma ordem executiva na qual proíbe as "negociações em dívida nova e em capital emitidos pelo Governo da Venezuela e a sua companhia petrolífera estatal".

Estas foram as primeiras sanções dirigidas diretamente ao sistema financeiro venezuelano e após diversas medidas contra altos responsáveis do Governo de Maduro.

Wanddell retomou desta forma o discurso habitual e de menor confrontação face à Venezuela, que caracterizava a política de Washington face ao país sul-americano.

Após ter reafirmado em diversas ocasiões que a solução para a grave crise política e económica da Venezuela deveria ser pacífica e através de um processo eleitoral, Trump surpreendeu em agosto, ao assegurar que não excluía a opção militar.

Estas declarações foram de imediato denunciadas por Caracas, e pela generalidade dos países latino-americanos, e influenciaram a primeira deslocação à região, em agosto, do vice-Presidente norte-americano, Mike Pence, que insistiu na necessidade de aumentar "a pressão multilateral" e tentou aliviar a tensão, ao excluir a opção militar.

AdChoices
AdChoices

Mais de O Jogo

image beaconimage beaconimage beacon