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Venezuela: Forças Armadas do país apelam para "espírito nacional" contra "ameaça de Trump"

Logótipo de O Jogo O Jogo 14/08/2017 Administrator

O ministro da Defesa venezuelano declarou hoje que a Força Armada Nacional Bolivariana não responde à "ameaça" militar dos Estados Unidos com comparações do poder de combate dos dois países, mas apelando ao "espírito nacional" para "defender a pátria".

"Não estamos a fazer comparações do poder relativo de combate, das nossas bocas de canhão ou dos nossos tanques T-72 com os Abrams, nem dos nossos submarinos com os submarinos Ohio, nucleares, do império norte-americano", disse Vladimir Padrino, lendo a reação da Força Armada Nacional Bolivariana (FANB) às declarações do Presidente norte-americano, Donald Trump, que não descartou, na sexta-feira, a hipótese de uma intervenção militar na Venezuela para solucionar a crise que afeta o país.

O ministro assegurou igualmente não querer medir a força dos "aviões caça-bombardeiros" venezuelanos "com os F-22 Raptors", "nem dos mísseis Tomahawk deles" contra os mísseis da FANB.

"Nós não vamos fazer análises deste tipo. A análise do poder relativo de combate que nós vamos realizar está no espírito nacional destes homens que carregam as armas da República pelo povo", afirmou Padrino, junto de um grupo de militares armados no Forte Tiuna, em Caracas.

O governante disse encarar as palavras proferidas por Trump -- nas quais incluiu "uma possível opção militar, se for necessário" perante aquilo que considera uma deriva em direção à ditadura na Venezuela -- como parte de um "plano intervencionista preconcebido" que remonta há vários anos e em que terão participado líderes internacionais.

Entre eles, o ministro referiu o anterior presidente norte-americano, Barack Obama, o ex-presidente colombiano Álvaro Uribe Vélez e o secretário-geral da Organização de Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, uma das figuras do panorama internacional mais ativas contra o Governo de Nicolás Maduro.

Deste plano fazem parte, segundo o ministro da Defesa, as sanções impostas por Washington contra o Presidente Maduro e outros altos responsáveis venezuelanos, medidas tomadas perante a instauração no país caribenho de uma Assembleia Nacional Constituinte com plenos poderes para fazer purgas institucionais e reordenar o Estado.

"Definam uma posição aqueles que não definiram posição" sobre a "ameaça de agressão militar" de Trump, disse também Padrino, acusando de "ambivalência e ambiguidade" a oposição.

Segundo o ministro, os Estados Unidos pretendem "acabar com este belo processo que se fundamenta na justiça social, na igualdade, no humanismo", numa referência à chamada revolução bolivariana em "luta férrea" contra "o sistema capitalista mundial".

Numerosos países da América e da Europa condenaram, desde que, a 30 de julho, foi eleita a Assembleia Constituinte -- entre protestos populares e o boicote da oposição --, a deriva totalitária do Governo chavista da Venezuela, tendo-se comprometido a não reconhecer as decisões por ela tomadas.

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