Está a utilizar uma versão de browser mais antiga. Utilize uma versão suportada para obter a melhor experiência possível com o MSN.

Venezuela: Intervenção militar dos EUA pode ser "inevitável" - opositor

Logótipo de O Jogo O Jogo 15/08/2017 Administrator

O antigo presidente da câmara de Chacao, município bastião da oposição que integra o distrito da capital venezuelana, Caracas, considerou na segunda-feira poder ser "inevitável" uma intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela.

"Quando percebemos que não há solução, descobrimos que a alternativa militar -- pensemos o que pensemos, condenando-a ou apoiando-a -- pode acabar por ser inevitável para o Governo dos Estados Unidos", declarou Ramon Muchacho, que está exilado nos Estados Unidos, numa entrevista à CNN.

Muchacho fugiu da Venezuela após ter sido condenado, em 8 de agosto, a 15 meses de prisão por não ter impedido o bloqueio de ruas durante as manifestações contra o presidente socialista Nicolas Maduro, que já provocaram 125 mortos desde abril.

O opositor venezuelano afirmou que ao considerar a "opção militar" face à crise política da Venezuela, Donald Trump comprometeu as hipóteses de melhores alternativas propostas pelos governos da região.

Segundo Muchacho, as "opiniões" da CIA ou do Departamento de Estado provam que, para os Estados Unidos, a situação na Venezuela tornou-se um risco.

"Como a situação é apresentada pelos Estados Unidos, que afirmam que a Venezuela é um perigo, e realmente é-o, é possível que não haja mais alternativas" que a intervenção militar, adiantou.

Na sexta-feira, Donald Trump disse que os Estados Unidos analisavam "numerosas opções para a Venezuela, incluindo uma possível opção militar se necessário".

Muchacho considerou ainda que após a controversa eleição da Assembleia Constituinte, desejada por Maduro e composta unicamente pelos seus apoiantes, "não há possibilidade de uma saída democrática na Venezuela".

A Venezuela vive a sua pior crise política desde há décadas, com manifestações das quais resultaram 125 mortos e milhares de feridos em quatro meses, mas o presidente Maduro, cuja saída é exigida pelos manifestantes, tem sido intransigente face às pressões internacionais.

AdChoices
AdChoices

Mais de O Jogo

image beaconimage beaconimage beacon