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Venezuela: Maduro acusa EUA de usarem novas sanções para derrotar a democracia

Logótipo de O Jogo O Jogo 27/07/2017 Administrator

O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, acusou hoje os Estados Unidos de usarem novas sanções contra funcionários do Governo de Caracas para derrotarem a democracia no país.

"Pretendem usar as ameaças para derrotar a democracia (...). As sanções, para nós, representam uma vitória do Estado venezuelano, rumo à Assembleia Constituinte (...), continuaremos firmes e jamais nos ajoelharemos", declarou.

Nicolás Maduro falava num ato de promoção da Assembleia Constituinte (AC), no qual entregou uma réplica da espada do Libertador Simón Bolívar (político venezuelano que teve um papel predominante na independência de vários países da América Latina) aos funcionários hoje sancionados pelos EUA.

O ato foi transmitido em simultâneo e de maneira obrigatória pelas rádios e televisões do país.

"O Governo insolente dos EUA tem pretendido sancioná-los, pela lealdade à revolução bolivariana. Parabéns por esta sanção. Todo o apoio da Venezuela, por esta pretendida, ilegal, insolente, insólita pretensão dos EUA de sancionar outro país", disse.

Por outro lado vincou que Caracas "não reconhece nenhuma sanção" e que ele decidiu entregar a espada "como ato moral de apoio aos venezuelanos que foram agredidos pelo Governo" norte-americano.

O Departamento de Estado dos EUA anunciaram hoje sanções a 13 funcionários de Caracas, aos que suspendeu os vistos e congelou as contas bancárias e propriedades em território norte-americano.

Entre os novos sancionados estão Tibisay Lucena (presidente do Conselho Nacional Eleitoral), Elías Jaua (vice-presidente da Venezuela entre 2010 e 2012 e ministro de Relações Exteriores entre 2013 e 2014).

Também o ministro do Interior e Justiça, Néstor Reverol, a ministra de Assuntos Penitenciários, Iris Varela, o defensor do povo (provedor de justiça), Tarek William Saab e Alejandro Fleming, que entre 2015 e 2016 foi vice-ministro de Relações para a América do Norte e a Europa.

Por outro lado, o comandante geral da Guarda Nacional Bolivariana (polícia militar), Sérgio Rivero Marcano, o ex-diretor geral da Polícia Nacional Bolivariana (PNB), Franklin Garcia Duque, o diretor do Departamento do Tesoro, Carlos Erick Malpica Flores.

Igualmente o comandante do Exército, Jesus Suarez Chourio, o diretor geral da PNB, Carlos Alfredo Pérez Ampueda, o vice-presidente de finanças da petrolífera estatal PDVSA, Simón Zerpa, e o presidente do Centro de Comércio Exterior, Rocco Albisini.

Na semana passada, a Casa Branca advertiu que os EUA avançariam com "ações económicas, fortes e rápidas" contra Caracas, se Nicolás Maduro persistir no projeto de Assembleia Constituinte, cujos membros vão ser eleitos no domingo.

Em resposta, a Venezuela anunciou "uma revisão profunda" das relações bilaterais.

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