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Venezuela: Membro da comissão de eleições duvida da contagem oficial de votos

Logótipo de O Jogo O Jogo 01/08/2017 Administrator

Um membro da Comissão Nacional de Eleições da Venezuela levantou hoje "sérias dúvidas" sobre o rigor da contagem oficial de votos na eleição de domingo para uma Assembleia Constituinte, para reescrever a Constituição, adiantou a agência AP.

Luis Emilio Rondon é o único dos cinco membros da Comissão Nacional de Eleições venezuelana que já esteve ao lado da oposição no passado, refere a AP.

Segundo o responsável, medidas usadas em eleições anteriores para garantir uma contagem de votas rigorosa não foram utilizadas na votação de domingo.

A comissão disse que mais de oito milhões de venezuelanos foram às urnas no domingo -- um número bastante acima do estimado pela oposição ao Presidente venezuelano, Nicolas Maduro, e por uma sondagem independente.

Segundo Rondon, o conselho eleitoral fez bastante menos auditorias do que em eleições anteriores e que não foi usada a tinta permanente nos dedos dos eleitores como marca para distinguir quem já votou, evitando que vote duas vezes.

Os resultados finais, que indicarão quem conquistou lugares enquanto delegados para a Assembleia Constituinte, ainda não foram divulgados.

Hoje, o senador norte-americano de ascendência cubana Marco Rubio, deixou um alerta ao presidente venezuelano, dizendo que está a colocar a sua continuidade no cargo em perigo ao reprimir a oposição.

O senador do Estado da Florida disse que os apoiantes de Maduro já estão a conspirar contra ele, e dirigindo-se diretamente ao chefe de Estado sul-americano, que disse ter a certeza que iria ver aquele discurso, afirmou: "O caminho atual não vai acabar bem para si".

A convocatória para a eleição foi feita a 01 de maio pelo Presidente, Nicolas Maduro, com o principal objetivo de alterar a Constituição em vigor, nomeadamente os aspetos relacionados com as garantias de defesa e segurança da Nação, entre outros pontos.

A oposição venezuelana acusa Nicolas Maduro de pretender usar a reforma para instaurar no país um regime cubano e perseguir, deter e calar as vozes dissidentes.

O Presidente da Venezuela anunciou na segunda-feira que a nova Assembleia Constituinte vai ser usada para promover o diálogo e a paz nacional, acabar com a sabotagem opositora, a guerra económica e reestruturar o Ministério Público.

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