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Venezuela: Narcotráficoao mais " alto nível" governamental é "problema gigantesco" para a região, segundo EUA

Logótipo de O Jogo O Jogo 12/09/2017 Administrator

A influência do negócio da droga ao mais alto nível governamental transformou a Venezuela num "problema gigantesco" para a segurança da região, o que dificulta uma solução democrática para a crise político e económica do país, segundo os EUA.

"O narcotráfico penetrou completamente cada instituição de segurança, corpo policial, instituição judicial da Venezuela", disse hoje o secretário adjunto dos EUA para a Segurança e Luta Antinarcóticos.

William Brownfield falava no Senado norte-americano, durante uma audiência sobre a Colômbia para uma comissão encarregada de supervisionar os programas do Governo dos EUA, de luta contra o narcotráfico, noutros países.

"A primeira vez que me envolvi com a Venezuela foi em 2004, quando cheguei como embaixador dos EUA. Nesse momento, teria dito que o narcotráfico estava começando a entrar ao mais alto nível do Governo da Venezuela, nas instituições de segurança, nos corpos policiais e de justiça", frisou.

Segundo o ex-embaixador norte-americano em Caracas, o narcotráfico tem originado um aumento das taxas de homicídio na Venezuela, que em 2016 foi de 91,8 mortes por cada 100 mil habitantes.

"Não haverá uma solução, a longo prazo, democrática, próspera e segura, na Venezuela, enquanto não se solucionar a presença das organizações de narcotráfico", disse.

William Brownfield assegurou que o tráfico ilícito de estupefacientes entrou por "completo" em todos os níveis do poder na Venezuela, incluído no próprio Governo de Nicolás Maduro.

Em fevereiro último, os EUA impuseram sanções financeiras contra o vice-presidente da Venezuela, Tareck El Aissami, por alegadamente estar vinculado com o tráfico de drogas no país.

Segundo a imprensa local dois sobrinhos da primeira dama da Venezuela, Cília Flores (mulher do Presidente Nicolás Maduro), poderão ser condenados a pelo menos 30 anos de cadeia, no âmbito de um processo por tráfico de drogas, nos EUA, onde se encontram detidos.

Em novembro de 2016, um tribunal de Manhattan deu como provado que Franqui Francisco Flores de Freitas e Efraín António Campo Flores teriam conspirado para fazer entrar 800 quilogramas cocaína nos EUA.

Ambos foram detidos no Haiti, em novembro de 2015, durante uma operação da norte-americana DEA e levados depois para os EUA.

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