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Venezuela: Operações militares contra mineiros ilegais são "matanças disfarçadas de confrontos" - imprensa

Logótipo de O Jogo O Jogo 12/09/2017 Administrator

O Exército da Venezuela está a realizar diversas operações para acabar com a exploração ilegal dos recursos mineiros, nas minas do Estado venezuelano de Bolívar, a sudoeste de Caracas.

No entanto a imprensa local refere-se ao tema como "opacas operações" que conduzem a "matanças disfarçadas de confrontos".

"As últimas intervenções militares registaram-se no fim de semana, em El Manteco (município Piar) e perto de Tumeremo (município Sifontes), com 10 e 11 civis falecidos, respetivamente", diz o CDC.

A denúncia do jornal acontece um dia depois de o Ministério Público (MP) ter informado que onze homens morreram, no domingo, na localidade de Tumeremo, durante um confronto entre o Exército e um grupo armado.

Segundo o MP os militares realizavam trabalhos de vigilância, devido à presença de membros de uma organização armada, tendo sido surpreendidos por desconhecidos armados, o que gerou uma troca de tiros.

No entanto, segundo o CDC, o Exército realizou 10 incursões militares em distintas zonas do Estado de Bolívar, desde janeiro último, durante as quais 47 civis foram assassinados.

"47 pessoas faleceram à causa destas operações obscuras castrenses que apontam para a execução do Arco Mineiro do Orinoco, promovido pelo regime de Maduro para apagar evidências de conexões governamentais com grupos criminosos", afirma.

Segundo o jornal, o relatório oficial de todas as incursões indica "confrontos ou resistência às autoridades e em apenas uma ocasião, a de domingo, reportam dois funcionários feridos, apesar de referirem sempre a confiscação de armas de guerra que são usadas por grupos criminosos".

Várias pessoas do Estado de Bolívar, contratadas telefonicamente pela Agência Lusa, explicaram que a exploração ilegal de minas de ouro é um "negócio" muito antigo naquele Estado, que nos últimos anos conta com mais adeptos devido à crise no país.

"Nas minas são comuns situações de violência e assassinatos, que apesar de serem notícia de boca a boca, não são divulgadas pela imprensa", explicou uma das fontes.

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