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Venezuela: Oposição acha improvável que eleição para Assembleia Constituinte se realize

Logótipo de O Jogo O Jogo 26/07/2017 Administrator

O deputado da oposição venezuelana e vice-presidente do Parlamento, Freddy Guevara, disse na terça-feira que considera difícil que o Governo de Nicolás Maduro realize a eleição da Assembleia Nacional Constituinte, no domingo, porque "não tem controlo" do território.

"Não podem sequer garantir a instalação de um processo eleitoral (...), vocês não são um Estado, não têm controlo do vosso território", disse sobre o Governo venezuelano ao recordar que o Conselho Nacional Eleitoral estabeleceu novos centros de votação para prevenir possíveis cortes de estradas no dia da eleição.

De acordo com Guevara, os novos centros de votação vão facilitar a fraude por falta de protocolos de segurança, e vão permitir que um eleitor exerça o sufrágio em mais de uma ocasião.

Ainda assim, se o Governo de Nicolás Maduro insistir na realização das eleições, a oposição vai avançar para uma escalada das ações de rua para que "o custo político seja tal que decidam retirar essa proposta".

Guevara recordou que hoje se inicia uma greve geral de 48 horas e que durante o dia vão ser feitos anúncios sobre uma manifestação que apelidou de "tomada de Caracas", prevista para sexta-feira.

A eleição da Assembleia Nacional Constituinte, que reformará a Constituição venezuelana, foi convocada pelo Presidente a 01 de maio, sob o argumento de que o processo vai restabelecer a paz no país.

No entanto, a oposição, agrupada na plataforma Mesa de Unidade Democrática (MUD), rejeita as eleições, em que não vai participar, e anunciou uma série de ações para tentar travá-las.

Maduro, por seu lado, apelou aos seus apoiantes para que participem, na quinta-feira, em Caracas, no encerramento da campanha eleitoral para a Assembleia Nacional Constituinte.

"Vamos fazer na avenida Bolívar e nas avenidas circundantes, aqui em Caracas, a mãe dos fechos de campanha constituinte, convido toda a gente para o histórico encerramento de campanha", disse.

A eleição acontece numa altura em que o país atravessa uma onda de protestos contra o Governo, que já causaram pelo menos 100 mortos.

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