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Venezuela: Oposição condena possível intervenção militar norte-americana e ingerência cubana no país

Logótipo de O Jogo O Jogo 14/08/2017 Administrator

A aliança opositora Mesa de Unidade Democrática (MUD) condenou no domingo a ameaça militar do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra a Venezuela, assim como a ingerência cubana nos assuntos internos do país.

"A soberania é indivisível. A MUD condena a intervenção cubana, a ameaça militar de qualquer potência estrangeira e responsabiliza a ditadura de (Nicolás) Maduro por converter o país numa ameaça regional", lê-se no comunicado divulgado no domingo.

O documento foi divulgado depois de, na última sexta-feira, o Presidente Donald Trump avançar que a sua administração não descarta uma "opção militar" para resolver o "problema muito perigoso" que afeta Caracas, sublinhando que os EUA têm tropas por todo o mundo e que a Venezuela "não está longe".

"A ditadura de Nicolás Maduro tem levado a Venezuela a uma tragédia humanitária sem precedentes. Agora soma-se, à crise, a ameaça do uso da força de parte de uma potência estrangeira (EUA). A cúpula que tem o poder no país está sofrendo do repúdio internacional e está isolando-nos do resto do mundo, especialmente de países irmãos e vizinhos que têm sido nossos aliados históricos", explica a oposição.

Segundo o comunicado, "a MUD condena o uso da força, ou a ameaça de que venha a ser aplicada, de parte de qualquer país, na Venezuela, de conformidade com o estabelecido na Carta das Nações Unidas".

"Nesse sentido, condenamos (também) a presença e ingerência nos assuntos internos do nosso país e, muito especialmente, das nossas Forças Armadas, de pessoal civil e militar estrangeiro", sublinha.

Segundo a oposição, desde há anos que a Venezuela é alvo de uma "intervenção militar e política, por Cuba, não só afetando a nossa soberania e independência, mas também constituindo uma das principais causas da violência e a repressão de parte do Governo".

"Também, falando de soberania e independência, condenamos o entreguismo dos nossos ativos (haveres) nas horas mais difíceis dos venezuelanos. O remate dos ativos e as faturas petrolíferas são só uma amostra de como esta ditadura tem permitido que outros países se beneficiem em prejuízo dos venezuelanos", explica.

Para a oposição, "não pode haver dupla moral em matéria de relações internacionais".

"Não se pode condenar uma ameaça, enquanto por outro lado se dessangra o país com políticas entreguistas e se abandona o território nas fronteiras ou espaços com reclamação histórica como o Esequibo (zona em reclamação com a Guiana)", acrescenta.

"É o empenho autoritário de Nicolás Maduro e da sua cúpula, expressado na eliminação do referendo revogatório (presidencial), no encarceramento e inabilitação de milhares de presos políticos, no assassinato de centenas de venezuelanos sob a mais cruel repressão e a instalação de uma assembleia constituinte fraudulenta e antidemocrática", explicam.

O documento prossegue, explicando que isso "tem trazido o isolamento e as ameaças externas ao nosso país" e "por isso exigimos à ditadura de Nicolás Maduro que cesse o seu empenho, que detenha a destruição da Venezuela".

"O único caminho para a paz é a restituição da democracia. Os venezuelanos exigimos a realização de eleições livres em todos os níveis, para que possamos voltar à ordem constitucional e às melhores relações com a comunidade internacional. Desta forma garantiremos a soberania e conseguiremos a solução dos problemas que fazem milhões de venezuelanos sofrer todos os dias", conclui.

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