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Venezuela: Países americanos pedem acompanhamento internacional do processo de diálogo

Logótipo de O Jogo O Jogo 23/09/2017 Administrator

Os chefes da diplomacia de 12 países do continente americano aplaudiram hoje o processo de diálogo promovido pela República Dominicana para tentar solucionar a crise venezuelana, mas afirmaram que esta iniciativa deve contar com o apoio internacional.

Numa carta divulgada hoje, os ministros dos Negócios Estrangeiros da Argentina, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Honduras, México, Panamá, Paraguai e Peru reconheceram "a iniciativa da República Dominicana de reunir o Governo e a oposição venezuelanos, bem como a decisão das duas partes de convidar alguns países para acompanhar o processo" de diálogo.

"Para alcançar resultados positivos, estas abordagens devem ser desenvolvidas com boa-fé, regras, objetivos e prazos claros, bem como garantias de cumprimento, e para isso é essencial um acompanhamento internacional deste esforço", acrescentou o documento.

No mesmo texto, intitulado "Declaração da segunda reunião do Grupo de Lima sobre a situação na Venezuela", os chefes da diplomacia reafirmaram "o compromisso de acompanhar atentamente a situação na Venezuela" até ao "pleno restabelecimento da ordem democrática naquele país".

Os representantes reiteraram igualmente o compromisso de "redobrar os esforços para alcançar uma saída pacífica e negociada da crise que enfrenta a Venezuela".

Os chefes da diplomacia destes 12 países do continente americano acordaram ainda reunir-se no próximo mês de outubro no Canadá, numa data a definir oportunamente.

Na semana passada, representantes do Governo de Caracas e da oposição venezuelana reuniram-se na República Dominicana, encontros que foram qualificados pelas forças opositoras como "exploratórios", enquanto as autoridades venezuelanas indicaram que esta iniciativa representa um diálogo formal e evidente.

Está previsto que estas negociações prosseguiam na República Dominicana no próximo dia 27 de setembro.

Esta carta é divulgada no mesmo dia em que várias organizações não-governamentais (ONG) venezuelanas alertaram para a situação de carência alimentar que afeta muitas famílias na Venezuela, país que enfrenta há vários meses a sua pior crise política desde há décadas.

Organizações que prestam assistência a crianças em situação de vulnerabilidade social alertaram para que muitos lares venezuelanos têm dificuldades em ter acesso a alimentos e que essa carência está a gerar conflitos e maus tratos.

Uma das organizações, a Fundana, relatou que tem encontrado cada vez mais casos de crianças que são castigadas por comerem mais do que estão autorizadas pelos pais.

Estes menores, segundo a organização, surgem com sinais de espancamento e de queimaduras.

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