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Venezuela: Parlamento aprova votos do PSD, PS e CDS-PP de apelo ao fim do conflito

Logótipo de O Jogo O Jogo 07/09/2017 Administrator

O parlamento aprovou hoje votos apresentados pelo PSD, PS e CDS-PP a favor do fim das tensões entre o Governo e a oposição venezuelana, com o PCP a opor-se à maioria dos pontos constantes nos textos.

Já o voto do PCP de condenação das "ameaças de ingerência e desestabilização contra a República Bolivariana" foi chumbado pelo PSD, PS e CDS-PP, tendo apenas os votos favoráveis da bancada comunista e de "Os Verdes", com a abstenção do Bloco de Esquerda e do PAN.

Durante o breve debate, PSD e CDS-PP deixaram vários avisos ao Governo português, em particular ao Ministério dos Negócios Estrangeiros, sobre garantias de eficácia do apoio a cidadãos da comunidade portuguesa na Venezuela, caso a situação social e política neste país ainda se agrave mais a prazo.

"Parece-nos haver alguma hesitação do ministro dos Negócios Estrangeiros [Augusto Santos Silva]. Temos de saber qual a eficácia do plano de contingência em caso de necessidade imediata de retirada e que condições efetivas dispõe o Governo para chegar a portugueses e lusodescendentes que se encontram já numa situação de extrema precariedade", referiu o deputado do CDS-PP Telmo Correia.

No mesmo sentido pronunciou-se o deputado social-democrata e ex-secretário de Estado das Comunidades José Cesário, questionando quais os "canais" na posse do Governo de António Costa para apoiar portugueses e lusodescendentes na Venezuela.

José Cesário pediu também maior eficácia dos serviços do Estado, em particular os da Segurança Social, em relação a portugueses e lusodescendentes que chegaram recentemente ao país, adiantando conhecer casos de cidadãos nos distritos de Aveiro, Coimbra e Porto que estão a passar por sérias dificuldades em termos de integração.

No plano político, o debate parlamentar sobre a situação da Venezuela repetiu em termos de substância outros já travados no final da sessão legislativa passada.

Telmo Correia atacou o PCP por não condenar a ditadura de Nicolas Maduro e, através do voto que fez aprovar em plenário, exigiu a libertação dos "presos de consciência", entre eles os cidadãos portugueses Vasco Costa, Dany Abreu e o lusodescendente Juan Miguel Sousa.

O dirigente do Bloco de Esquerda Jorge Costa criticou o poder venezuelano, mas aproveitou também para criticar o CDS-PP, "antigo aliado da UNITA, agora o maior aliado do MPLA, que ignora as vítimas da perseguição política exercida pelo regime angolano".

Pela parte do PCP, o deputado António Filipe defendeu a tese de que há 20 anos a Venezuela era um dos países mais desiguais do mundo, dominada por uma "oligarquia do petróleo", mas que tinha o "certificado de democracia passado pelos Estados Unidos e pela União Europeia".

"Esta mesma oligarquia está agora empenhada em fazer reverter a revolução bolivariana", sustentou.

No plano político, a deputada socialista Isabel Santos fez um veemente apelo ao diálogo entre as fações em confronto e em defesa do respeito pelas normas do Estado de Direito.

"Já sabemos que divergimos sobre as causas do problema na Venezuela, mas temos de convergir relativamente à situação humanitária do país", vincou a deputada do PS eleita pelo Porto.

Um apelo ao diálogo político entre as fações em confronto partiu também do social-democrata José Cesário: "Esperamos que o espírito de paz do papa Francisco, que neste momento está na Colômbia, chegue à Venezuela".

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