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Venezuela: população confusa e prudente após eleição da Assembleia Constituinte

Logótipo de O Jogo O Jogo 31/07/2017 Administrator

Um dia depois das eleições para a Assembleia Constituinte na Venezuela, as pessoas estão "confusas" quando ao futuro do país, entre elas a comunidade lusa que insiste na necessidade de "prudência" e de que é cedo para tomar uma posição.

"A comunidade está 'confundida', sem perceber realmente o que vai acontecer a partir de agora. Tal como os venezuelanos, uns festejam e outros estão na expectativa. Ainda é tempo para saber o que virá, mais que fazer previsões é tempo de prudência", disse o diretor da Missão Católica Portuguesa.

Em declarações à Agência Lusa, o cónego Alexandre Mendonça, insistiu que "é preciso esperar", que "há duas visões opostas do país", mesmo entre os lusitanos.

"A comunidade portuguesa está muito inserida, localmente. Qualquer coisa que venha a acontecer não afetará só os venezuelanos, também os portugueses", disse.

Para o sacerdote, a ideia de que os problemas do país estariam resolvidos a partir de hoje "faz parte apenas do discurso político a que estamos habituados e uma coisa é o discurso e outra a realidade".

"Daqui a uns dias já será possível perceber melhor o que será o futuro", frisou.

Alexandre Mendonça acredita que as coisas vão mudar e diz-se afetado pelas manifestações que já o impediram de ir a um funeral e de visitar um doente num hospital.

O comerciante Pedro Faria, 60 anos, explicou que apesar de em 1999 o país ter realizado uma Assembleia Constituinte (AC), "isto ainda é novo para todos".

"A Venezuela é um país onde, principalmente através das redes sociais, os rumores circulam como se fossem realidade. É evidente que há preocupação, expectativa quanto ao futuro, mas se tanto o Governo como a oposição realmente apostarem em melhorar o país as coisas poderão evoluir positivamente", disse.

Este comerciante insiste em que não se pode continuar a ver a população como chavistas ou opositores e reclama que a "imprensa também tem a sua quota de responsabilidade na crise que afeta o país".

"Está bem que denunciem, que mostrem distintas opiniões, mas às vezes nos surpreendemos com a forma como narram as coisas. Há que contribuir para baixar as tensões. O país precisa de estabilidade política, social e económica. Se isso não acontecer as coisas vão agravar-se", disse.

A Venezuela amanheceu hoje ativa como acontece aos dias de semana, apesar de algumas escolas permanecerem encerradas. Em Caracas os comércios estavam abertos normalmente e os bancos e o transporte de passageiros a funcionar.

Mesmo com chuva, a população da capital tentou bloquear a autoestrada de Prados del Este (sul), dificultando a circulação de viaturas. Também el La Califórnia (leste) houve tentativas de bloqueio da Avenida Francisco de Miranda, nas proximidades do Centro Comercial El Marques, que foram frustradas pela polícia, que reprimiu os manifestantes.

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