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Venezuela: Presidente da Colômbia pede a EUA que descartem intervenção militar

Logótipo de O Jogo O Jogo 14/08/2017 Administrator

O Presidente colombiano, Juan Manuel Santos, pediu no domingo ao vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, que descarte uma intervenção militar na Venezuela.

"Expressei ao vice-presidente que a possibilidade de uma intervenção militar na Venezuela não deve ser contemplada", disse Santos numa declaração conjunta com Pence em Cartagena das Índias, onde começa o seu primeiro périplo pela América Latina.

"Nem a Colômbia nem a América Latina, do sul do Rio Grande até à Patagónia, poderiam estar de acordo [com uma intervenção militar]. A América é um continente de paz. Mantenhamo-lo assim", apelou o Presidente colombiano.

Santos disse partilhar a preocupação de Pence com os acontecimentos na Venezuela, onde se "estão a destruir as liberdades e ordem institucional".

O vice-presidente norte-americano, Mike Pence, chegou no domingo a Cartagena das Índias para dar início a um périplo pela América Latina que passará também pela Argentina, Chile e Panamá.

Este périplo será marcado pela atual crise política na Venezuela e pelas recentes declarações do Presidente norte-americano sobre uma possível "opção militar" naquele país.

"Temos várias opções para a Venezuela, incluindo uma possível opção militar, se necessário", afirmou, na sexta-feira passada, o chefe de Estado norte-americano, sem precisar mais detalhes.

"A Venezuela não é longe e há pessoas que sofrem e pessoas que morrem", acrescentou Trump.

Com esta viagem, Mike Pence vai procurar reafirmar o compromisso do governo de Trump com a América Latina e fortalecer o esforço multilateral para isolar a Venezuela, país envolvido numa profunda crise económica e política.

Colômbia, Argentina, Chile e Panamá constam entre os 12 países que concordaram esta semana em Lima (Peru) não reconhecer qualquer decisão da recém-instalada Assembleia Constituinte.

A instalação recente da Assembleia Constituinte, descrita pela oposição como uma tentativa de instaurar uma "ditadura comunista" na Venezuela e qualificada pelos Estados Unidos como "ilegítima", aumentou a tensão nas relações Caracas/Washington. Os dois países deixaram de estar representados ao nível de embaixadores desde 2010.

A Venezuela vive a sua pior crise política desde há décadas, com manifestações das quais resultaram 125 mortos e milhares de feridos em quatro meses, mas o Presidente venezuelano Nicolás Maduro, cuja saída é exigida pelos manifestantes, tem permanecido impassível face às pressões internacionais.

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