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Venezuela:Escassez diminui mas hiperinflação impede compra de produtos -- Secretário de Estado

Logótipo de O Jogo O Jogo 30/10/2017 Administrator

O abastecimento de bens básicos alimentares melhorou nos últimos meses na Venezuela, mas a hiperinflação está a impedir os portugueses de adquirirem os produtos disponíveis, afirmou o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas.

"Voltamos a ouvir questões relacionadas com a escassez de muitas famílias, nomeadamente no domínio alimentar, não porque haja falta de produtos, porque todos reconhecem que hoje felizmente estamos melhor (...) mas fundamentalmente porque a hiperinflação conduz a que, com base no rendimento médio do trabalho, não se consiga adquirir muitos dos produtos alimentares disponíveis", disse.

José Luís Carneiro falava à agência Lusa, no âmbito de uma viagem de três dias à Venezuela, durante a qual o responsável português quer conhecer as preocupações da comunidade portuguesa, em Caracas, Maracaibo, Los Anaucos e Carrizal.

Esta melhoria no abastecimento, precisou, tem relação com o mês de julho, altura em que o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas também esteve na Venezuela.

Durante um encontro no Centro Português de Caracas, o responsável português deixou "ficar mais uma vez uma palavra de sensibilização do Governo português" para a necessidade de se continuar "a apoiar o movimento associativo" e manter "o esforço já desenvolvido, relativamente à agilização, na atribuição dos apoios destinados aos emigrantes carenciados e aos idosos carenciados".

"Por outro lado, foi possível também ouvir preocupações nomeadamente com a escassez de alguns tipos de medicamentos", afirmou Josér Luís Carneiro.

O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas reiterou que "essas necessidades devem ser comunicadas às instituições associativas ou à embaixada de Portugal" para a criação de mecanimos que permitam, em medicamentos que não exigem prescrição médica, "disponibilizar alguns apoios ao movimento associativo destinados a comparticipar ou a ajudar nesse apoio ao nível da saúde".

José Luís Carneiro começou por "sublinhar o reconhecimento muito positivo que foi feito por parte dos intervenientes" no encontro no Centro Português, no reforço dos apoios ao movimento e "no trabalho conjugado com o Governo regional da Madeira, para apoiar os portugueses ou luso-descendentes que decidiram regressar temporariamente ou definitivamente a Portugal".

O responsável referia-se, nomeadamente, ao trabalho desenvolvido em relação às questões da língua e da formação em língua portuguesa, as questões ligadas à formação profissional dos que regressaram e ao apoio àqueles que regressaram e querem desenvolver as experiências empresarias próprias.

José Luís Carneiro destacou o trabalho conjugado com a secretaria de Estado da Habitação para a articulação de esforços destinados à recuperação de habitações de muitos portugueses que estão a regressar. e ainda a cooperação relativa à saúde.

Segundo o secretário de Estado, a comunidade pretende aproveitar a nova janela de oportunidade que resulta do novo decreto lei de apoio ao movimento associativo e está preparar projetos para formular as suas candidaturas, até ao dia 31 de dezembro, ligados à língua, ao ensino da língua, à promoção da cultura e ao apoio na área da saúde.

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